sábado, 18 de julho de 2026
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Pesquisa Real Time Big Data mostra empate técnico no 2º turno e rejeição elevada que limita crescimento de ambos os candidatos.

Vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro cai para 6 pontos, aponta pesquisa Real Time Big Data

Pesquisa Real Time Big Data mostra empate técnico no 2º turno e rejeição elevada que limita crescimento de ambos os candidatos.

· 5 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro 34% no 1º turno, diferença de 6 pontos.
  • No 2º turno, Flávio lidera numericamente com 44% contra 43% de Lula.
  • Rejeição de Lula é de 44% e de Flávio é de 41%, limitando crescimento.
  • Caiado (5%) e Zema (4%) não conseguem furar a polarização.

A vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2026 encolheu para seis pontos percentuais, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada em 5 de maio. No principal cenário estimulado de primeiro turno, Lula marca 40% das intenções de voto, contra 34% do adversário. Em março, a diferença era de sete pontos (39% a 32%), o que sinaliza um acirramento da corrida eleitoral.

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O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre 2 e 4 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Além do primeiro turno, o instituto testou um cenário de segundo turno, no qual Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 44%, contra 43% de Lula — empate técnico dentro da margem de erro.

Os números de rejeição limitam o potencial de crescimento de ambos. Lula é rejeitado por 44% dos eleitores, enquanto Flávio Bolsonaro tem rejeição de 41%, conforme o levantamento. Essa barreira mantém o eleitorado refém da polarização e dificulta a renovação política. Candidatos como Ronaldo Caiado (União Brasil), com 5%, e Romeu Zema (Novo), com 4%, não conseguem furar a polarização, mesmo diante da insatisfação com os líderes.

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Redução da vantagem de Lula no 1º turno acende alerta na campanha petista

A redução da vantagem de Lula em apenas dois meses acendeu um alerta na campanha petista. Em março, o presidente tinha 39% contra 32% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de sete pontos. Agora, com 40% a 34%, a margem caiu para seis pontos, segundo o Real Time Big Data. O movimento sugere que o senador do PL conseguiu atrair parte dos eleitores que antes rejeitavam o bolsonarismo, mas não se identificavam com a oposição.

A pesquisa também revela que o eleitorado está mais cristalizado: o total de indecisos e votos nulos no segundo turno caiu de 17% para 13% em relação à rodada anterior. Isso indica que ambos os candidatos enfrentam dificuldades para romper o teto de suas bases consolidadas. A distribuição por renda reforça essa rigidez: Lula lidera entre quem ganha até dois salários mínimos (46% contra 30% de Flávio), enquanto Flávio tem vantagem na faixa acima de cinco salários mínimos (36% contra 30% de Lula).

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Empate técnico no 2º turno coloca campanhas em estado de atenção

No cenário de segundo turno, o empate técnico entre Flávio Bolsonaro (44%) e Lula (43%) coloca as duas campanhas em estado de atenção máxima. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos, o que torna impossível apontar um favorito. O levantamento do Real Time Big Data mostra que a disputa se mantém polarizada e com margem estreita, sem espaço para renovação política no horizonte imediato.

A rejeição elevada de ambos os candidatos é o principal fator que explica a estagnação. Com 44% de rejeição, Lula encontra resistência principalmente entre os eleitores de maior renda e nas regiões Sul e Centro-Oeste. Já Flávio Bolsonaro, com 41% de rejeição, enfrenta dificuldades para avançar no Nordeste e entre os mais pobres. “É uma eleição de trincheiras, sem espaço para conquista de novos contingentes”, avaliou o instituto, em nota que acompanhou a divulgação dos dados.

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Rejeição cristalizada impõe teto rígido e explica estagnação

A rejeição cristalizada de Lula e Flávio Bolsonaro impõe um teto rígido ao crescimento de ambos, segundo a pesquisa Real Time Big Data. Com o voto útil já saturado, nenhum dos dois consegue furar a bolha de suas bases consolidadas. A dependência de nichos específicos fica evidente na distribuição por renda: Lula mantém vantagem expressiva entre eleitores com renda de até dois salários mínimos (46% a 30% para Flávio), enquanto o bolsonarista lidera na faixa acima de cinco salários (36% contra 30% do adversário).

Essa estagnação explica por que a vantagem de Lula no primeiro turno encolheu de sete para seis pontos em dois meses. No segundo turno, o empate técnico (44% a 43% para Flávio) reflete a incapacidade de ambos de converterem rejeitados em apoiadores. A polarização, assim, não apenas divide o país, mas congela as intenções de voto, mantendo o eleitorado refém de duas candidaturas com alto piso e baixo teto.

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O cenário preocupa analistas porque, historicamente, candidatos com rejeição acima de 40% têm dificuldade para vencer em segundo turno. Em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro com 50,9% dos votos válidos, mas sua rejeição na época era de 43%, segundo dados oficiais. Agora, com 44%, o petista enfrenta um obstáculo ainda maior, enquanto Flávio Bolsonaro, com 41%, herda a resistência ao sobrenome, mas também o capital político do pai.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro na pesquisa Real Time Big Data?

No primeiro turno, Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro 34%, uma vantagem de 6 pontos. No segundo turno, há empate técnico: Flávio 44% e Lula 43%.

Por que a vantagem de Lula diminuiu?

A rejeição elevada de ambos (Lula 44%, Flávio 41%) limita o crescimento fora das bases consolidadas. Flávio conseguiu atrair parte dos eleitores que rejeitavam o bolsonarismo, mas não se identificavam com a oposição.

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