sábado, 18 de julho de 2026
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Senador e pré-candidato à Presidência questiona indicado ao Supremo sobre ativismo judicial e influência política, em sessão marcada por provocações

Sabatina de Messias: pré-candidato à Presidência, Flávio faz perguntas com críticas a Moraes e Lula

Senador e pré-candidato à Presidência questiona indicado ao Supremo sobre ativismo judicial e influência política, em sessão marcada por provocações

· 4 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias
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Em uma sabatina que se transformou em palanque eleitoral antecipado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou seus questionamentos ao indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, para disparar críticas ao ministro Alexandre de Moraes e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sessão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta terça-feira (29), expôs a estratégia do pré-candidato à Presidência de vincular o futuro ministro ao governo petista e ao que chamou de “ativismo judicial”.

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\n\n\n\nJorge messias, atual advogado-geral da união e\n\n\n\n

Jorge Messias, atual advogado-geral da União e ex-secretário executivo da Casa Civil, foi indicado por Lula para a vaga aberta no STF com a aposentadoria de Ricardo Lewandowski. A sabatina é etapa obrigatória antes da votação em plenário, onde precisa de 41 votos. Apesar da ampla expectativa de aprovação — Messias já havia sido aprovado em sabatina anterior para a AGU —, a sessão ganhou contornos políticos com a presença de Flávio Bolsonaro, que é membro titular da CCJ e pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2026.

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O senador iniciou seus questionamentos citando decisões de Moraes que, segundo ele, configuram “censura” e “perseguição política”. “O ministro Alexandre de Moraes tem se notabilizado por práticas de censura, determinando a remoção de conteúdos e perfis sem o devido processo legal”, afirmou Flávio, repetindo retórica frequente da oposição. Ele então perguntou a Messias se o indicado considerava aceitável que um ministro do STF atuasse para “desequilibrar o processo eleitoral”.

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Messias evitou confronto direto, mas defendeu a imparcialidade do Judiciário. “O Supremo Tribunal Federal não pode ser instrumento de desequilíbrio eleitoral. A corte deve atuar com serenidade e respeito à Constituição”, respondeu. A fala, no entanto, não acalmou os ânimos. Flávio insistiu, questionando se Messias se comprometeria a não repetir o que chamou de “ativismo judicial” que, em sua visão, marcou a gestão de Moraes.

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Impacto

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A estratégia de Flávio Bolsonaro reflete um movimento calculado para as eleições de 2026. Ao mirar em Moraes — desafeto declarado do bolsonarismo — e em Lula, o senador busca consolidar a base conservadora e pautar o debate sobre o STF, tema que já mobiliza eleitores de direita. Pesquisas internas do PL, segundo fontes, indicam que a crítica ao Supremo é um dos principais fatores de engajamento nas redes.

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“Foi um ensaio geral da campanha”, avaliou o cientista político Antônio Lavareda, da Universidade Federal de Pernambuco. “Flávio testou o tom de confronto direto, tentando colocar Messias como um fantoche de Lula e Moraes como o vilão da democracia.”

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A sabatina também expôs a fragilidade da base governista. Senadores petistas tentaram rebater as críticas, mas o foco da sessão já havia se deslocado para o embate político. Messias, por sua vez, manteve postura técnica, reforçando seu compromisso com a “independência judicial” e o “respeito à Constituição”, mas evitou comentar casos concretos.

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O episódio deve ter desdobramentos. Após a sessão, a assessoria de Moraes informou que o ministro não comentaria as declarações de Flávio, mas fontes do STF indicam que o tribunal pode avaliar se houve excessos. Além disso, o próprio Flávio já é alvo de investigação no STF por declarações anteriores contra Lula e Moraes, o que adiciona camadas de tensão ao cenário.

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A votação de Messias no plenário do Senado está prevista para esta quarta-feira (30). A aprovação é dada como certa, mas o tom da sabatina já deixou marcas: a disputa pelo STF, mais do que uma questão técnica, tornou-se o centro da pré-campanha presidencial.

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