sábado, 18 de julho de 2026
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Encontro em Washington tenta distensionar tarifas e crise diplomática, enquanto governo usa déficit comercial como argumento

Alckmin aposta em ‘química’ entre Lula e Trump para distensionar atritos comerciais

Encontro em Washington tenta distensionar tarifas e crise diplomática, enquanto governo usa déficit comercial como argumento

· 3 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Alckmin aposta em 'química' entre Lula e Trump para distensionar relações.
  • Encontro em 7 de maio abordará tarifas, minerais críticos e Venezuela.
  • Oposição ironiza viagem e questiona soberania após expulsão de delegado da PF.
  • Governo usa déficit comercial como argumento, mas não divulga dados oficiais.

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou torcer pelo fortalecimento da “química” entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente americano Donald Trump, em encontro marcado para esta quinta-feira (7) em Washington. A reunião ocorre após meses de tensões comerciais e diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.

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A viagem de Lula tenta normalizar relações abaladas por tarifas americanas e pela expulsão de um delegado da Polícia Federal que cumpria missão nos EUA. Segundo apuração do InfoMoney, o governo brasileiro busca usar o déficit comercial americano como argumento central contra as barreiras tarifárias.

Alckmin classificou o tarifaço americano como “sem sentido” em declaração ao InfoMoney, argumentando que os EUA têm déficit na balança comercial com o Brasil, não o contrário. A pauta incluirá revisão de tarifas, parcerias em minerais críticos e a situação da Venezuela, mas detalhes de acordos não foram divulgados.

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Encontro em Washington busca distensionar atritos comerciais e diplomáticos

O encontro entre Lula e Trump foi agendado após meses de desgaste nas relações bilaterais. A expulsão de um delegado da PF que atuava em missão nos Estados Unidos e a imposição de tarifas americanas sobre produtos brasileiros elevaram a tensão.

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Alckmin aposta na “boa química” entre os líderes para distensionar os atritos. “O tarifaço americano contra o Brasil não tem sentido, porque os EUA têm déficit comercial conosco”, declarou ao InfoMoney.

Apesar do tom otimista, o governo não apresentou dados oficiais que sustentem a alegação de déficit. Os EUA são o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, o que amplia o impacto de qualquer decisão tarifária sobre a economia nacional.

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Oposição ironiza e pressiona governo Lula por aproximação com Trump

A viagem de Lula a Washington reacendeu críticas da oposição. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro ironizou a iniciativa em suas redes sociais, questionando a soberania nacional diante dos recentes atritos bilaterais.

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“E a soberania?”, escreveu, em referência a episódios como a expulsão do delegado da PF. A pressão política interna expõe as contradições da diplomacia petista, que tenta normalizar relações enquanto enfrenta resistência de setores alinhados ao bolsonarismo.

Alckmin buscou blindar o encontro, afirmando torcer pelo “fortalecimento da química” entre os líderes. No entanto, a ironia da oposição reflete a fragilidade do discurso governista, já que a pauta incluirá justamente a revisão de tarifas consideradas “sem sentido” pelo vice-presidente.

Balança comercial vira trunfo retórico, mas faltam dados concretos

A alegação de Alckmin de que os EUA têm déficit comercial com o Brasil carece de números oficiais que a sustentem publicamente. O setor produtivo e o mercado permanecem em compasso de espera por dados que possam embasar a negociação.

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A reunião entre Lula e Trump ocorre sob pressão política interna e em meio a atritos recentes. A ausência de informações concretas sobre o suposto déficit mantém a incerteza sobre a efetividade do argumento brasileiro na mesa de negociação.

Apesar do tom otimista de Alckmin, a visita a Washington expõe as contradições de um governo que critica tarifas, mas busca reaproximação com o ex-presidente americano. O encontro testará a capacidade de Lula em traduzir a “química” pessoal em acordos comerciais concretos.


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