A 23ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) começou na noite desta quarta-feira (30) com uma apresentação de Arnaldo Antunes, que recitou poemas e cantou músicas de Paulo Leminski, homenageado deste ano. O evento lotou o Auditório da Matriz, no centro histórico da cidade fluminense.
Antunes, amigo pessoal de Leminski, compartilhou memórias da convivência com o autor e afirmou a versatilidade do poeta curitibano. “Paulo Leminski era um elo entre a cultura e a contracultura. Ao mesmo tempo, erudito e popular, fácil e difícil, caprichoso e relaxado. Sempre libertário na forma e no conteúdo”, disse o músico, sob aplausos da plateia.
A organização da Flip confirmou que a programação deste ano reúne 21 mesas literárias, com autores nacionais e internacionais. A curadoria é assinada por Ana Lima Cecilio, que propôs um mergulho na obra de Leminski, morto em 1989, e em sua influência sobre a literatura contemporânea brasileira.
Flip movimenta Paraty desde 2003
Realizada anualmente desde 2003, a Flip se consolidou como um dos principais festivais literários da América Latina. O evento atrai milhares de visitantes à Costa Verde fluminense e aquece a rede hoteleira e o comércio local. A edição de 2025 mantém o formato de mesas no auditório principal e atividades paralelas pela cidade.
Apesar da relevância cultural, a prefeitura de Paraty não divulgou estimativa de público para este ano. O portal oficial do município apresentou instabilidade durante a apuração, o que impediu o acesso a dados de infraestrutura e segurança. A assessoria da Flip também não informou o custo total da edição.
Programação segue com debates e lançamentos
Após a abertura, a Flip prossegue até domingo (3) com mesas que discutem desde poesia até políticas públicas de leitura. A programação completa está disponível no site oficial do evento. A organização informou que os ingressos para as mesas principais estão esgotados, mas há atividades gratuitas em espaços abertos.
A homenagem a Leminski inclui ainda exposições e intervenções artísticas espalhadas pelo centro histórico. O encerramento terá uma leitura coletiva de poemas do autor, aberta ao público.











