quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Tecnologia e Inovação

Polícia prende 16 por falsas campanhas de doação com IA e imagens de crianças doentes

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A operação Sophia foi deflagrada após a mãe de uma menina com câncer denunciar o uso indevido de fotos da filha
  • O grupo movimentou R$ 1,7 milhão com campanhas falsas que usavam deepfake e clonagem de voz
  • Mandados de prisão e busca foram cumpridos em cinco estados: RS, PR, SP, MS e PE
  • Os criminosos criavam sites que imitavam plataformas de financiamento coletivo para enganar doadores
  • As doações eram recebidas via Pix em contas de fachada

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu 16 pessoas nesta terça-feira (14) em uma operação contra um grupo que usava inteligência artificial para criar falsas campanhas de doação com imagens de crianças com câncer.

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A Operação Sophia, deflagrada pela polícia gaúcha, cumpriu 19 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em cinco estados: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. A investigação começou após a mãe de uma menina em tratamento oncológico denunciar que fotos e vídeos da filha estavam sendo usados sem autorização em sites de vaquinhas virtuais. A ação foi noticiada pela imprensa nacional (g1, Folha).

Segundo a polícia, o grupo movimentou cerca de R$ 1,7 milhão com as campanhas fraudulentas. Os criminosos utilizavam técnicas de deepfake e clonagem de voz para dar veracidade aos pedidos de ajuda, enganando doadores que acreditavam estar contribuindo para tratamentos médicos reais.

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O esquema fraudulento

De acordo com as investigações, os suspeitos criavam sites falsos que imitavam plataformas legítimas de financiamento coletivo. Neles, publicavam fotos e vídeos manipulados por inteligência artificial de crianças com doenças graves, muitas vezes copiados de perfis reais de pacientes. As imagens eram alteradas para parecerem autênticas, e os criminosos chegavam a clonar a voz de familiares para gravar depoimentos emocionantes.

As doações eram recebidas por meio de chaves Pix vinculadas a contas de fachada, dificultando o rastreamento. A prática de falsas campanhas de doação não é nova, mas o uso de IA para produzir material falso em larga escala representa um salto de sofisticação, alertam os investigadores.

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A investigação

A operação foi desencadeada a partir de uma denúncia registrada em Campo Bom, no Rio Grande do Sul. A mãe de uma menina com câncer descobriu que as imagens da filha estavam sendo usadas em campanhas fraudulentas e acionou a polícia. A partir daí, os agentes identificaram uma rede interestadual de suspeitos.

Além das prisões, foram apreendidos computadores, celulares e documentos. A polícia agora analisa o material para identificar outros possíveis envolvidos e vítimas. Até o momento, a defesa dos presos não se manifestou.

Próximos passos

Os suspeitos devem responder por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul informou que as investigações continuam para rastrear o destino do dinheiro arrecadado e apurar a responsabilidade de intermediadores de pagamento que podem ter facilitado a abertura de contas fraudulentas.

A operação se soma a outras ações recentes contra fraudes digitais, como a que prendeu sete suspeitos de desviar recursos de aposentados no BRB, revelada pelo PIRANOT em junho.


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