segunda-feira, 13 de julho de 2026
MERCADO
IBOVESPA 175.739 pts▲ 1,74%DOW JONES 52.499 pts▲ 0,02%NASDAQ 25.873 pts▼ 1,27%S&P 500 7.515 pts▼ 0,38%DÓLAR R$ 5,15▲ 0,79%EURO R$ 5,87▲ 0,59%BITCOIN R$ 319.413▼ 2,25%ETHEREUM R$ 9.060▼ 2,21%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,64%
Publicidade
Economia

Lula chama taxa de Trump em Ormuz de ‘pirataria’ e prevê pressão nos preços

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A declaração foi feita durante visita ao Instituto Mauá de Tecnologia em São Caetano do Sul.
  • Lula afirmou que o conflito já eleva os preços de combustíveis e alimentos no Brasil.
  • O Estreito de Ormuz é uma via marítima crucial para o trânsito mundial de petróleo.
  • A proposta de taxa de 20% sobre navios gera dúvidas sobre sua legalidade em águas internacionais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de “pirataria” a proposta atribuída ao governo de Donald Trump de cobrar uma taxa de 20% sobre cargas de navios que cruzam o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais sensíveis do comércio mundial de petróleo. A declaração foi dada nesta segunda-feira (13), durante agenda no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul (SP).

Publicidade

Lula responsabilizou Trump pela escalada militar envolvendo os Estados Unidos e o Irã e afirmou que a tensão já chega ao bolso dos brasileiros por meio de combustíveis e alimentos. “Isso antigamente se chamava pirataria. Um Estado importante como os Estados Unidos, que eu acho que durante muito tempo combateu a pirataria, não pode virar pirata”, disse o presidente.

A crítica mira a ideia de cobrar 20% sobre cargas transportadas por embarcações que passem pelo Estreito de Ormuz, faixa marítima entre o Irã e Omã por onde circula cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. Qualquer ameaça de bloqueio, escolta militar ou cobrança adicional nessa rota tende a elevar o risco do transporte e a pressionar o preço internacional do barril.

Publicidade

Para Lula, a cobrança transforma uma crise geopolítica em fonte de arrecadação. O presidente disse que Trump “inventa guerra” e depois tenta cobrar dos navios afetados pela própria instabilidade. “Ele fez um Twitter dizendo que vai desobstruir, mas cada navio que ele tirar do Estreito, o dono do petróleo tem que pagar 20% para ele”, afirmou.

Por que Ormuz pesa no preço no Brasil

O Brasil produz petróleo, mas segue exposto ao mercado internacional de energia. Derivados como diesel, gasolina e insumos usados no transporte de alimentos sofrem influência da cotação do petróleo, do câmbio e do custo logístico global. Quando uma rota estratégica como Ormuz entra no centro de uma disputa militar, o mercado costuma embutir no preço o risco de interrupção no fornecimento.

Publicidade

Foi essa conexão que Lula explorou ao falar em São Caetano do Sul. Segundo o presidente, o custo da guerra não fica restrito ao Oriente Médio e acaba repassado para países importadores ou dependentes de combustíveis cotados em dólar. “O preço do conflito está chegando aos alimentos”, disse, ao associar a crise ao encarecimento de transporte e produção.

A fala também reforça a estratégia do governo brasileiro de criticar ações unilaterais dos Estados Unidos em conflitos internacionais. No caso de Ormuz, a cobrança de 20% ainda depende de implementação prática e tende a enfrentar resistência de países que usam a rota para escoar petróleo e derivados.

Publicidade

O próximo ponto de tensão é saber se a proposta sairá do discurso político e será aplicada a navios em águas internacionais. Se avançar, a medida pode ampliar o custo do transporte de petróleo, aumentar a volatilidade do barril e alimentar novas pressões sobre combustíveis e alimentos no Brasil.


Publicidade
Publicidade