domingo, 12 de julho de 2026
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Mundo

Senador Lindsey Graham, aliado de Trump, morre aos 71 anos em Washington

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Dois dias antes, ele foi fotografado em Kiev, onde atuava como interlocutor republicano para o Leste Europeu
  • O gabinete do senador informou que a morte foi causada por uma "doença breve e repentina", sem dar mais detalhes
  • Equipes de emergência atenderam a uma parada cardíaca em sua casa em Capitol Hill na noite de sábado
  • Crítico de Trump em 2016, Graham tornou-se um dos principais articuladores do trumpismo no Senado
  • O governador da Carolina do Sul nomeará um substituto temporário para a vaga

O senador norte-americano Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul e um dos principais aliados do presidente Donald Trump no Congresso, morreu no sábado (11), aos 71 anos, em Washington D.C. O gabinete do parlamentar confirmou a morte em comunicado oficial na rede social X.

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Segundo a nota, Graham faleceu em decorrência de “uma doença breve e repentina”. A família pediu privacidade e não divulgou detalhes adicionais sobre a causa da morte. Não há, até o momento, laudo médico oficial que especifique o diagnóstico.

Graham estava no Senado desde 2003 e construiu carreira de 28 anos no Legislativo federal — antes, cumpriu quatro mandatos na Câmara dos Representantes a partir de 1995. Nas últimas duas décadas, tornou-se figura central nas comissões de Judiciário e Relações Exteriores, com influência direta sobre segurança nacional, indicações judiciais e sanções econômicas.

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Dois dias antes de morrer, em 10 de julho, o senador foi fotografado pela agência Reuters em Kiev, capital da Ucrânia, onde conversava com a imprensa. A viagem reforçava seu papel como interlocutor republicano em temas de política externa no Leste Europeu.

De crítico a escudeiro de Trump

Graham foi um dos republicanos mais vocais contra Trump durante a campanha de 2016 — chegou a chamá-lo de “oportunista” e “desqualificado” para a Presidência. A guinada, porém, foi completa: nos anos seguintes, tornou-se um dos defensores mais leais do presidente no Senado, frequentemente citado como conselheiro informal em temas de segurança nacional e Judiciário.

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A aproximação se intensificou no segundo mandato de Trump. Em 10 de julho, o PIRANOT mostrou que senadores republicanos fecharam acordo com a Casa Branca para sancionar petróleo russo com tarifas — Graham era um dos nomes à frente da articulação. A morte interrompe essa ofensiva legislativa em um momento de escalada nas tensões com Moscou.

O que muda no Senado

A vaga de Graham será preenchida por nomeação temporária do governador da Carolina do Sul até que uma eleição especial seja convocada. O estado é governado por um republicano, o que deve manter a cadeira sob controle do partido, mas o perfil do substituto pode alterar a dinâmica de votações em temas como ajuda militar à Ucrânia e sanções ao Irã — pautas em que Graham tinha protagonismo.

A morte ocorre em momento de intensa atividade legislativa. O Senado discute a confirmação de indicados de Trump para cortes federais e novas rodadas de sanções econômicas. Graham presidia subcomitês estratégicos e era voz dominante nas negociações entre a Casa Branca e a bancada republicana.

O presidente Donald Trump reagiu à morte dizendo estar “muito triste”. O Palácio do Planalto não se manifestou até a publicação desta matéria. Ainda não há data para o funeral nem para o anúncio do substituto temporário pelo governador da Carolina do Sul.


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