A Federação Senegalesa de Futebol demitiu Pape Thiaw e toda a comissão técnica da seleção nacional depois da eliminação de Senegal na Copa do Mundo de 2026. A decisão abre uma reformulação no comando da equipe dez dias após a queda para a Bélgica no mata-mata.
O desligamento foi decidido pelo Comitê Executivo da federação, reunido no sábado (11), e anunciado no domingo (12). No comunicado, a entidade afirmou que a medida veio após uma “avaliação aprofundada dos resultados esportivos e das perspectivas futuras” da seleção.
Thiaw estava no cargo desde dezembro de 2024. Ele chegou ao comando principal depois de dirigir a seleção local que venceu o Campeonato das Nações Africanas de 2022 e levou Senegal à Copa de 2026, mas a campanha no torneio terminou abaixo da ambição construída nos últimos anos pelo futebol do país.
Campanha irregular pesa na decisão
Senegal caiu nas oitavas de final ao perder para a Bélgica. Antes disso, a seleção avançou na fase de grupos com uma trajetória instável: sofreu derrotas para França e Noruega e só confirmou a vaga no mata-mata com vitória na última rodada da chave.
A saída de Thiaw se soma a outro movimento simbólico no futebol senegalês: a despedida de Sadio Mané da seleção após 14 anos. Principal nome da geração que recolocou o país entre as forças africanas, o atacante deixa um vazio técnico e de liderança justamente no início da troca de ciclo.
Federação procura novo comando
A federação ainda não anunciou o substituto de Thiaw. A transição ficará sob responsabilidade do Comitê Executivo, que também conduz o encerramento do vínculo com os integrantes da comissão técnica.
A mudança coloca Senegal na lista de seleções que iniciam reconstruções imediatamente depois da Copa de 2026. O próximo treinador herdará um elenco pressionado a renovar lideranças sem perder competitividade no cenário africano e nas eliminatórias internacionais.











