sexta-feira, 10 de julho de 2026
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Política

Mesa da Câmara tira mandato de 2 deputados após retotalização

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Os deputados que perderam o mandato são Paulão (PT-AL) e Dayany Bittencourt (União-CE).
  • A retotalização decorre de decisões da Justiça Eleitoral sobre irregularidades partidárias e na cota de gênero nas eleições de 2022.
  • Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL) e Priscila Costa (PL-CE) assumem as vagas, sem necessidade de votação no plenário.
  • A posse de Priscila Costa fortalece a ala de Michelle Bolsonaro no PL cearense, em disputa com o grupo de Flávio Bolsonaro.

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados oficializa nesta sexta-feira (10), em Brasília, a perda de mandato de Paulão (PT-AL) e Dayany Bittencourt (União-CE), após retotalização dos votos de 2022.

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Os atos foram publicados em edição extra do Diário da Câmara de 9 de julho, informou a Câmara dos Deputados. A mudança atinge duas bancadas estaduais, Alagoas e Ceará, e abre caminho para Nivaldo Albuquerque e Priscila Costa ocuparem as cadeiras.

A perda dos mandatos decorre de novo cálculo eleitoral feito após decisões da Justiça Eleitoral sobre irregularidades partidárias e cotas de gênero nas eleições de 2022. O ponto jurídico central não é uma acusação pessoal de corrupção contra Paulão ou Dayany, mas a redistribuição das vagas a partir da votação das legendas.

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A alteração também tem efeito político imediato no Ceará. A entrada de Priscila Costa favorece a ala ligada a Michelle Bolsonaro no PL, em disputa com o grupo associado a Flávio Bolsonaro pelo controle de diretórios estaduais antes da eleição de 2026.

Retotalização de 2022 muda vagas em Alagoas e no Ceará

A retotalização é o procedimento pelo qual a Justiça Eleitoral recalcula o resultado proporcional depois de anular votos de partidos ou federações. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, esse tipo de revisão pode alterar o quociente eleitoral e mudar quem fica com a cadeira na Câmara.

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No caso publicado pela Mesa, a Câmara reconheceu a perda de dois mandatos federais. Paulão deixa uma vaga de Alagoas, e Dayany Bittencourt deixa uma vaga do Ceará. A sequência formal começou em 9 de julho, com a publicação dos atos no Diário da Câmara, e passa agora à etapa de posse dos novos deputados.

O histórico de decisões sobre fraudes em cotas de gênero tem provocado rearranjos em bancadas eleitas em 2022. Quando a Justiça Eleitoral invalida votos de uma legenda, o cálculo proporcional é refeito e pode atingir parlamentares que não foram apontados individualmente como autores da irregularidade.

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A Câmara já vinha em uma semana de votações com impacto direto sobre bancadas e articulação partidária. Na quinta-feira (9), o PIRANOT mostrou que a Casa aprovou incentivo permanente à reciclagem e dedução maior no Imposto de Renda, em outra agenda que exigiu composição entre blocos.

O efeito mais sensível ocorre no Ceará. Priscila Costa é tratada por aliados como quadro próximo a Michelle Bolsonaro, e sua chegada à Câmara reforça a disputa interna no PL em um estado estratégico para a montagem eleitoral de 2026.

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Posse dos substitutos ainda depende de ato da Câmara

Nivaldo Albuquerque e Priscila Costa são os nomes indicados para assumir as cadeiras abertas pela retotalização. A data exata da posse, porém, ainda depende de definição administrativa da Mesa Diretora da Câmara.

Esse prazo é o principal ponto prático em aberto para os gabinetes. A Câmara ainda precisa formalizar a transição das estruturas parlamentares, incluindo equipes, espaços físicos e funcionamento dos mandatos substituídos.

Não há, nos atos já publicados, detalhamento sobre custos de rescisão de pessoal de gabinete nem sobre o cronograma de mudança das estruturas ocupadas pelos deputados que perderam o mandato. A próxima etapa confirmada é a publicação ou comunicação oficial da Mesa sobre a posse dos novos titulares.

Até essa definição, a mudança política está consumada, mas sua execução administrativa segue pendente. A composição da Câmara muda em dois estados e passa a influenciar a correlação de forças partidárias que prepara a disputa nacional de 2026.

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