O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal determinou o bloqueio de R$ 227.669,95 de Ana Cristina Valle, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por uma dívida eleitoral ligada à campanha de 2022. Naquele ano, ela disputou uma vaga de deputada distrital pelo Progressistas (PP), mas não se elegeu.
O bloqueio decorre da reprovação das contas de campanha. Ana Cristina declarou R$ 303.488,96 em gastos eleitorais, mas a Justiça Eleitoral apontou falta de comprovação de R$ 134,4 mil em despesas. Com atualização do débito, multas e encargos, a cobrança chegou ao valor agora bloqueado.
A obrigação envolve a devolução de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha ao Tesouro Nacional. Quando a dívida não é paga no prazo, a Justiça Eleitoral pode acionar mecanismos de constrição patrimonial para localizar valores em contas e bloquear bens até o limite definido na decisão.
Contas reprovadas e dinheiro público
A reprovação das contas ocorreu porque a candidata não comprovou a destinação de parte dos recursos públicos recebidos para a campanha. Pela legislação eleitoral, candidatos precisam demonstrar a origem e o uso do dinheiro de campanha com documentos aceitos pela Justiça Eleitoral. Quando a prestação é rejeitada, os valores considerados irregulares devem ser devolvidos aos cofres públicos.
Ana Cristina recebeu 1.485 votos na eleição para a Câmara Legislativa do Distrito Federal. Além de ter sido casada com Jair Bolsonaro, ela é mãe do vereador Jair Renan Bolsonaro (PL), eleito em Santa Catarina.
O que acontece agora
A decisão mantém a cobrança ativa até a quitação da dívida ou eventual revisão pela própria Justiça Eleitoral. Se o bloqueio não alcançar valor suficiente em contas bancárias, a execução pode avançar sobre outros bens em nome da ex-candidata.
Na prática, Ana Cristina segue obrigada a devolver os recursos considerados não comprovados, já corrigidos, enquanto tenta reverter ou reduzir a cobrança pelos meios previstos no processo eleitoral.











