O Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou nesta quinta-feira (9), no Brasil, a compra de 60% da Evolve pela Smart Fit, operação anunciada por até R$ 100 milhões.
A decisão remove a etapa antitruste central para a Smart Fit avançar sobre uma rede com presença no Centro-Oeste. A informação relevante para o investidor, porém, ainda é a conclusão societária: o aval regulatório não equivale ao fechamento financeiro da transação.
A operação foi anunciada em 2 de dezembro de 2025 e envolve a aquisição do controle da Evolve pela Smart Fit, companhia listada na B3 sob o ticker SMFT3. O Cade não detalhou, no material disponível à pauta, se impôs restrições geográficas em cidades específicas do Centro-Oeste.
Compra reforça estratégia de aquisições da Smart Fit
A Smart Fit chegou ao fim de 2025 com 2.084 academias e 341 aberturas no ano, números que sustentam uma combinação de expansão orgânica e compras de redes. A aquisição da Evolve entra nessa sequência por envolver controle societário de uma operação regional, e não apenas abertura de novas unidades.
O histórico recente inclui a compra da Velocity por R$ 183 milhões, anunciada em meados de 2024. O PIRANOT mostrou em junho movimento semelhante de aquisição de controle na educação, quando a Cogna comprou 47% da Educbank por R$ 46,3 milhões e elevou sua fatia a 90%.
No caso da Evolve, o dado central é o percentual: a Smart Fit comprará 60% da rede. Esse desenho dá à companhia o controle da empresa alvo, mas preserva uma participação remanescente fora da fatia adquirida, conforme os termos conhecidos do acordo anunciado em dezembro.
Aval libera etapa regulatória de até R$ 100 milhões
Para o mercado, o efeito imediato é regulatório. A aprovação do Cade reduz o risco concorrencial da transação e permite que a Smart Fit avance para as etapas de fechamento previstas no contrato. O valor máximo informado para a operação é de R$ 100 milhões.
Esse montante se soma ao histórico recente de alocação de capital da companhia em aquisições. A compra da Velocity, de R$ 183 milhões, foi maior que o teto anunciado para a Evolve, mas ambas seguem a mesma lógica empresarial: absorver marcas com presença consolidada em segmentos ou regiões específicas.
A consequência prática para o setor de academias é a ampliação da escala de uma rede de capital aberto em praças regionais. O dossiê aponta a Evolve como uma marca com capilaridade no Centro-Oeste, região ligada à expansão do agronegócio e ao crescimento urbano.
A aprovação também interessa aos investidores da SMFT3 porque separa duas fases da operação. O aval do Cade trata da análise concorrencial; a transferência efetiva de controle e o desembolso final dependem dos atos societários e financeiros comunicados pela companhia.
Fechamento ainda depende de atos formais
A linha do tempo da operação tem dois marcos confirmados. Em 2 de dezembro de 2025, a Smart Fit anunciou o acordo para adquirir 60% da Evolve. Nesta quinta-feira (9), o Cade aprovou a compra do controle.
O próximo passo é a formalização do fechamento pela Smart Fit, caso as condições contratuais tenham sido cumpridas. Até a publicação de comunicado específico da companhia, não há base para afirmar que a transação já foi concluída financeiramente.
Também permanece relevante a publicação oficial dos detalhes da decisão concorrencial. O ponto que afeta diretamente a leitura do mercado é saber se o aval veio sem restrições ou se houve compromissos relacionados a praças específicas do Centro-Oeste.
Sem esse detalhamento, a informação confirmada é que o Cade aprovou a compra de controle e que a operação anunciada continua limitada aos termos conhecidos: aquisição de 60% da Evolve pela Smart Fit, por até R$ 100 milhões.










