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Economia

Food To Save movimenta R$ 220 milhões após perda inicial de R$ 100 mil

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Empresa diz ter evitado R$ 31 milhões em desperdício de alimentos em 2025
  • Modelo conecta consumidores a lojas com excedentes vendidos com desconto
  • Operação começou manualmente pelo Instagram em janeiro de 2021
  • Perda inicial é atribuída a fornecedora de software não identificada
  • Relatos públicos não citam sentença judicial sobre o episódio

A Food To Save movimentou R$ 220 milhões em alimentos salvos do descarte após uma perda inicial de R$ 100 mil em 2021, afirma Lucas Infante, CEO e cofundador da startup.

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O relato de Infante, publicado em entrevista ao InfoMoney, atribui a perda a uma empresa contratada para desenvolver o software no começo da operação. A empresa não foi identificada publicamente, e os relatos disponíveis não citam sentença judicial sobre o caso.

O dado central do negócio é a escala alcançada depois desse episódio: a Food To Save informa R$ 220 milhões em movimentação acumulada e R$ 31 milhões em desperdício evitado em 2025. A startup também captou R$ 20 milhões em rodada de investimento.

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Do Instagram ao aplicativo próprio

A operação começou em janeiro de 2021, quando a Food To Save vendia sacolas de alimentos excedentes de forma manual pelo Instagram. Em junho daquele ano, segundo Infante, a empresa perdeu R$ 100 mil no projeto inicial de desenvolvimento do aplicativo.

O modelo da startup é vender alimentos próximos do descarte com desconto, conectando consumidores a estabelecimentos parceiros. A tese comercial combina preço menor para o usuário, redução de perdas para lojas e apelo de combate ao desperdício.

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A Food To Save passou a operar como aplicativo e ganhou escala em um mercado de foodtechs voltadas a consumo com desconto e agenda ambiental. A empresa informa que o volume movimentado chegou a R$ 220 milhões, cifra que concentra o principal indicador público de tração do negócio.

A trajetória também dialoga com a cobertura do PIRANOT sobre confiança em tecnologia, como mostrou a reportagem sobre o inquérito aberto pelo STJ por comandos ocultos em petições para enganar IA. No caso da Food To Save, a tensão está no contraste entre a dependência de software e a falta de comprovação judicial pública sobre a perda inicial relatada.

Expansão leva 36 lojas do GPA à Baixada Santista

A expansão regional mais recente inclui a Baixada Santista, onde a Food To Save passou a atuar com 36 lojas do GPA, informou a cobertura local do Boqnews. O avanço também inclui Curitiba, segundo os dados reunidos na apuração.

Para o mercado, os números indicam uma operação que saiu de uma perda de R$ 100 mil no começo para uma rodada de R$ 20 milhões e uma movimentação acumulada de R$ 220 milhões. Em 2025, a empresa informou R$ 31 milhões em desperdício evitado, indicador ligado diretamente ao volume de produtos vendidos antes do descarte.

O impacto prático para consumidores e varejistas depende da presença de lojas parceiras em cada cidade. Onde há adesão, o aplicativo cria um canal de venda para alimentos excedentes; onde a rede ainda não chegou, o efeito fica limitado à expansão comercial da startup.

A cifra de R$ 220 milhões não equivale a faturamento líquido informado nem a lucro. Ela representa a movimentação de alimentos salvos do descarte, conforme a métrica divulgada pela empresa, e deve ser lida como indicador de volume operacional.

Próxima etapa depende de novas parcerias e dados publicados

A Food To Save tem como encaminhamento confirmado a continuidade da expansão territorial, com operações recentes na Baixada Santista e em Curitiba. A presença em 36 lojas do GPA na região santista é o dado publicado mais concreto sobre esse avanço.

Os próximos números relevantes dependem de divulgação oficial da própria empresa: novas cidades, quantidade total de estabelecimentos parceiros, base de usuários e atualização da movimentação acumulada. Também segue sem identificação pública a empresa de software citada por Infante no episódio de R$ 100 mil.

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