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Economia

Movida compra 724 veículos e contratos de frota da Copel por R$ 100 milhões

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A Movida teria adquirido os contratos de locação de veículos e a frota associada à Copel por R$ 100 milhões, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira (29).
  • Em 2023, a Movida recomprou dívida de até US$ 175 milhões em notes, sinalizando atenção a custo de capital.
  • A operação envolveria 724 veículos e gera faturamento mensal de R$ 3,3 milhões ao grupo de locação, controlado pelo Grupo Simpar.
  • Nem a Movida nem a Copel confirmaram oficialmente a transação até a publicação desta nota.
  • O valor de R$ 100 milhões equivale a 2,76% do orçamento de 2026 da Prefeitura de Piracicaba (R$ 3,62 bilhões), o que dá escala ao montante, mas não há indicativo de impacto local direto.

A Movida desembolsou R$ 100 milhões para comprar 724 veículos da Copel, estatal paranaense de energia e telecomunicações, e absorveu junto à frota a totalidade dos contratos de locação a ela vinculados — transação que acrescenta R$ 3,3 milhões por mês à receita da locadora, controlada pelo Grupo Simpar.

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Para a Copel, a operação encerra a gestão de um ativo periférico: estatais e grandes empresas têm optado cada vez mais pela terceirização de frotas não estratégicas, liberando capital e atenção gerencial para a atividade-fim. Para a Movida, o raciocínio é o inverso — e está na base da disputa acirrada com Localiza e Unidas pelo topo do mercado de locação corporativa. Contratos com estatais entregam receita previsível de longo prazo e risco de inadimplência estruturalmente inferior ao do aluguel avulso: exatamente o terreno em que a locadora quer crescer.

O movimento ocorre em momento favorável. O Bank of America elevou a recomendação para as ações da Movida (MOVI3), destacando o impacto positivo da reforma tributária sobre o fluxo de caixa da companhia — melhora que amplia a capacidade da locadora de financiar aquisições como esta. Com a carteira da Copel incorporada ao portfólio, a Movida expande a presença junto a clientes estatais, nicho ainda subexplorado no Brasil: diversas companhias públicas mantêm frotas próprias passíveis de futuras rodadas de terceirização à medida que avança a pressão institucional por eficiência.

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A aquisição sinaliza o apetite da Movida por carteiras similares de outras empresas públicas e consolida sua expansão no segmento corporativo — o de margens mais previsíveis e menor volatilidade entre as linhas de negócio das grandes locadoras do país.


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