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Economia

Morre Vidigal Filho, ex-presidente da Fiesp que renovou o empresariado industrial, aos 87 anos

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O empresário Luis Eulalio de Bueno Vidigal Filho, presidente da Fiesp entre 1981 e 1986 e presidente emérito da entidade, morreu nesta segunda-feira (29) em São Paulo, aos 87 anos.
  • Trajetória na indústria e na Fiesp Vidigal Filho elegeu-se presidente da Fiesp em 1980 ao derrotar Theobaldo De Nigris, que ocupava o cargo havia oito mandatos consecutivos.
  • Nascido em São Paulo em 26 de março de 1939, Vidigal Filho formou-se em Direito pela USP (1963) e iniciou a carreira no departamento jurídico da Cobrasma, empresa fundada pela família em 1944.
  • Após deixar a presidência da Fiesp, Vidigal Filho manteve-se como presidente emérito da entidade e seguiu atuando no Conselho Superior da federação.
  • As informações disponíveis são baseadas em reportagens do Valor Econômico, O Globo, Correio Braziliense e Diário do Poder.

Morreu nesta segunda-feira (29), em São Paulo, o empresário Luis Eulalio de Bueno Vidigal Filho, figura central do empresariado industrial brasileiro nas décadas de 1980 e 1990. Presidente da Fiesp entre 1981 e 1986 e presidente emérito da maior federação industrial do país, ele tinha 87 anos. A causa da morte não foi informada pela família.

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Nascido em São Paulo em 26 de março de 1939, Vidigal Filho formou-se em Direito pela USP em 1963 e iniciou a carreira no departamento jurídico da Cobrasma — empresa fundada pela família em 1944 que se tornaria uma das maiores fabricantes de vagões ferroviários e estruturas metálicas do Brasil. Já na maturidade profissional, assumiu o comando da companhia por 13 anos, entre 1980 e 1993, período que coincidiu com sua ascensão ao centro do empresariado paulista.

A eleição que renovou a Fiesp

Em 1980, Vidigal Filho concorreu à presidência da Fiesp e derrotou Theobaldo De Nigris, que ocupava o cargo havia oito mandatos consecutivos. A vitória foi interpretada como um marco de renovação no empresariado industrial — e chegou em momento decisivo: o Brasil vivia a abertura política e enfrentava uma das piores crises econômicas de sua história recente. Seu mandato à frente da federação se estendeu até 1986.

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Após deixar a presidência da Fiesp, Vidigal Filho manteve-se como presidente emérito da federação e integrou seu Conselho Superior. No plano nacional, atuou na diretoria da CNI (Confederação Nacional da Indústria), onde exerceu o cargo de primeiro vice-presidente.

Considerado símbolo de uma geração que modernizou a representação industrial brasileira, Vidigal Filho foi uma das vozes do setor durante a transição democrática e os anos de ajuste econômico que se seguiram. A Fiesp e a família não divulgaram informações sobre o velório e o local de sepultamento.

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