segunda-feira, junho 29
MERCADO
IBOVESPA 173.205 pts▲ 0,71%DOW JONES 52.183 pts▲ 0,50%NASDAQ 25.820 pts▲ 1,82%S&P 500 7.440 pts▲ 1,13%DÓLAR R$ 5,19▲ 0,33%EURO R$ 5,93▲ 0,59%BITCOIN R$ 310.036▲ 0,85%ETHEREUM R$ 8.249▲ 1,60%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,72%
Publicidade
Economia

Receita Federal autua Grupo Mateus em R$ 1,28 bilhão por disputa sobre créditos de ICMS

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A Receita Federal autuou o Grupo Mateus em R$ 1,28 bilhão, segundo reportagens de veículos econômicos publicadas nesta segunda-feira (29).
  • Até o momento, não há comunicado oficial do Grupo Mateus, da Receita Federal ou da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a autuação.
  • Segundo reportagem do Valor Econômico e do InfoMoney , a autuação está relacionada a créditos de ICMS questionados no Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e na CSLL.
  • Em 2025, o Grupo Mateus fechou 28 lojas e reduziu em 8,8% seu quadro de funcionários, o que representou a demissão de 6,6 mil trabalhadores, conforme veículos regionais.
  • Próximos passos e lacunas Cabe ao Grupo Mateus apresentar defesa no processo administrativo fiscal.

A Receita Federal autuou o Grupo Mateus em R$ 1,28 bilhão em disputa que envolve créditos de ICMS aproveitados no Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), conforme informações divulgadas nesta segunda-feira (29). O montante é composto por R$ 492,9 milhões de principal e R$ 789 milhões em multas e juros.

Publicidade

A notificação fiscal chega em meio a uma reestruturação operacional agressiva. O grupo fechou 28 lojas nas regiões Norte e Nordeste e dispensou 6,6 mil funcionários — corte de 8,8% no quadro de pessoal — em resposta ao que a companhia classificou como cenário operacional desafiador. O movimento contrasta com a expansão simultânea para novos segmentos: em 26 de junho, o Grupo Mateus inaugurou sua primeira farmácia em São Luís, marcando entrada no varejo farmacêutico.

Silêncio na B3

Autuações acima de R$ 1 bilhão são raras no setor varejista e, quando envolvem companhias abertas, costumam exigir comunicação imediata ao mercado. O Grupo Mateus tem ações negociadas na B3, mas não publicou fato relevante sobre a cobrança. A ausência do comunicado impede que investidores avaliem como a empresa classifica o risco tributário — se remoto, possível ou provável — distinção com efeito direto sobre os balanços e o acesso a linhas de crédito.

Publicidade

Processo administrativo e impacto

A empresa tem prazo para apresentar defesa no processo administrativo fiscal. Mantida a autuação, o caso sobe ao Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) e, eventualmente, à Justiça — tramitação que costuma levar anos antes de decisão definitiva. Na avaliação de especialistas em direito tributário, cobranças dessa magnitude não representam risco imediato de liquidez enquanto a disputa corre na esfera administrativa, mas a incerteza sobre o passivo pode pesar sobre o custo de captação do grupo e manter investidores em compasso de espera por um posicionamento formal da companhia.


Publicidade
Publicidade