A Confederação Nacional do Comércio (CNC) projeta que bares e restaurantes do Brasil faturem R$ 2,42 bilhões durante a Copa do Mundo de 2026 — alta de 15,7% sobre os R$ 2,09 bilhões registrados na edição de 2022, no Catar. A projeção combina a recuperação do consumo das famílias brasileiras com um calendário de jogos da Seleção especialmente favorável ao setor.
O levantamento da CNC aponta que, em anos de Copa, as receitas de bares e restaurantes crescem, em média, 5,4% acima do esperado em relação a anos sem o torneio. A diferença entre esse percentual histórico e a alta de 15,7% projetada para 2026 indica que a entidade aposta em fatores adicionais: renda das famílias em recuperação e um calendário de jogos concentrado em noites de sábado, sexta-feira e quarta-feira — os horários de pico do setor de alimentação fora de casa.
Calendário favorável como motor da projeção
A diferença entre a Copa de 2026 e a de 2022 começa no relógio. Em 2022, os jogos no Catar ocorreram entre novembro e dezembro — período atípico para o calendário esportivo brasileiro e para os hábitos de consumo do país. Em 2026, as partidas da fase de grupos da Seleção estão marcadas para noites de sábado, sexta e quarta, exatamente os horários em que bares e restaurantes registram maior movimento.
A sazonalidade reforça a aposta. Junho e julho, meses da Copa de 2026 sediada nos Estados Unidos, Canadá e México, coincidem com o inverno brasileiro — estação em que o consumo em bares e restaurantes tende a crescer naturalmente, potencializando o efeito do torneio sobre o caixa do setor.
Quem deve ganhar mais e onde
Os estados com maior concentração de bares e restaurantes — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia — devem absorver a parcela mais significativa desse faturamento. São também os mercados com maior fluxo turístico e redes de estabelecimentos mais consolidadas, o que os coloca em posição de capturar o efeito Copa com mais intensidade.
Para o consumidor, a Copa de 2026 pode significar tanto oportunidade de lazer quanto pressão pontual nos preços. A demanda concentrada em datas específicas tende a elevar a ocupação dos estabelecimentos — e, em alguns casos, os valores cobrados por itens de cardápio e bebidas durante os jogos. A recuperação da renda das famílias nos últimos trimestres é o pano de fundo que sustenta a projeção: um setor que voltou a ter clientes com mais disposição para gastar fora de casa.
O número real chega ao fim do torneio
A cifra de R$ 2,42 bilhões representa a estimativa de faturamento acumulado do setor durante todo o período do mundial. O resultado efetivo será apurado após o encerramento da Copa, quando a CNC e associações do comércio costumam publicar balanços consolidados. A confirmação — ou superação — da marca dependerá também do desempenho da Seleção Brasileira: a cada fase avançada, mais jogos, mais reuniões em bares e mais consumo no setor.









