segunda-feira, junho 29
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Política

Com Fux no comando da Segunda Turma, Gilmar perde controle da pauta do caso Master

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Luiz Fux vai assumir a presidência da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto, substituindo Gilmar Mendes, em meio à tensão gerada pelos desdobramentos do caso Master.
  • A Segunda Turma é responsável por julgar medidas cautelares e recursos da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.
  • Em 21 de junho, foi noticiado que Mendonça ampliou sua força na Segunda Turma com o apoio de Fux e Nunes Marques, derrotando a posição do decano.
  • Gilmar Mendes, até então presidente da Turma, votou pela prisão domiciliar de Henrique e pela soltura de Felipe, mas foi vencido.
  • O PIRANOT mostrou em 16 de junho que a Segunda Turma manteve as prisões dos familiares de Vorcaro, e em 24 de junho que a defesa de Felipe Vorcaro contesta a PF com laudo e pede revogação da prisão.

Luiz Fux vai assumir a presidência da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em agosto, substituindo Gilmar Mendes, em meio à escalada de tensões do caso Master. A troca — prevista para depois do recesso do Judiciário — redesenha a correlação de forças no colegiado que concentra as principais decisões sobre prisões preventivas e recursos da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.

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A Segunda Turma já acumula um histórico de embates no caso. Em junho, o colegiado manteve, por 3 votos a 2, as prisões preventivas de Henrique Vorcaro — pai do empresário Daniel Vorcaro — e de Felipe Vorcaro, seu primo. O relator André Mendonça foi acompanhado por Fux e pelo ministro Nunes Marques. Gilmar, então presidente da Turma, votou pela prisão domiciliar de Henrique e pela soltura de Felipe, mas foi derrotado.

A chegada de Fux à presidência pode acelerar o julgamento de pedidos pendentes, entre eles o do senador Jaques Wagner (PT-BA), que pediu ao STF a anulação de atos da Polícia Federal nas buscas realizadas durante a Operação Compliance Zero. A defesa de Felipe Vorcaro também aguarda julgamento de recurso no qual apresentou laudo técnico contestando a PF e pediu a revogação da prisão preventiva.

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O impacto no caso Master

O caso Master expôs uma divisão de fundo dentro da própria corte. André Mendonça, relator, defende as prisões preventivas como instrumentos necessários para preservar a investigação. Gilmar Mendes tem criticado os métodos da PF e votado por medidas alternativas. Com Fux na presidência, a tendência é de continuidade do alinhamento já observado: nos julgamentos sobre os Vorcaro, Fux apoiou Mendonça em todas as votações.

A posição de presidente da Turma dá a Fux uma prerrogativa decisiva: a de pautar os processos. Foi exatamente esse poder que Gilmar exerceu — ou tentou exercer — para frear o ritmo das decisões sobre o caso Master. Com a mudança de comando, os pedidos de habeas corpus, os recursos contra a operação e a ação de Jaques Wagner passam a depender do calendário de Fux.

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A disputa ganhou contornos públicos quando ficou evidente que Mendonça havia consolidado maioria na Turma com o apoio de Fux e Nunes Marques. Gilmar tentou retomar o controle da pauta, mas foi sistematicamente derrotado nas votações sobre os Vorcaro — padrão que a nova presidência tende a consolidar.

A presidência muda em agosto, quando o Judiciário retorna do recesso. Na nova configuração, Fux herda a prerrogativa que Gilmar usava para administrar o ritmo dos julgamentos — e com ela, o poder de decidir quando os processos pendentes chegam a votos. Entre os que aguardam julgamento estão o pedido de Jaques Wagner para anular atos da PF e os recursos da defesa dos Vorcaro.


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