O Brasil venceu a Escócia por 3 a 0 nesta quarta-feira (24), no último jogo da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, com uma atuação que reacendeu uma pergunta que persegue a Seleção desde o retorno de Neymar ao elenco: quem deve conduzir o ataque?
Vinicius Jr. foi o protagonista da noite. O camisa 7 marcou duas vezes e chegou a cinco participações diretas em gols no Mundial — quatro bolas na rede e uma assistência. Matheus Cunha completou o placar no Miami Stadium. A vitória classificou o Brasil com folga no Grupo C e deixou evidente que o ataque funciona, com ou sem o camisa 10 em campo.
Neymar, recuperado de lesão, fez sua estreia no Mundial aos 31 minutos do segundo tempo, na vaga de Matheus Cunha, com o placar já consolidado em 3 a 0. Mesmo com pouco tempo em campo, mostrou movimentação constante e, logo no primeiro toque, acionou Vini Jr. pela esquerda — o atacante do Real Madrid invadiu a área e finalizou rasteiro, parando em boa defesa do goleiro escocês.
A entrada tardia de Neymar, porém, virou tema central das redes sociais. A pergunta “quem precisa de Neymar?” ganhou força após a atuação de Vini Jr. O The New York Times publicou artigo intitulado “O Brasil criou um problema com Neymar?”, questionando se a presença do veterano acalmaria ou complicaria a dinâmica da equipe. A imprensa europeia também destacou o retorno do atacante, com manchetes que exaltaram o momento sob o título “Tudo mudou”.
Apesar do desempenho de Vini Jr. dominar a discussão tática, Neymar seguiu como protagonista fora de campo. O atacante chorou ao retornar à Seleção, mandou um “beijo do papai” às filhas ao fim do jogo — captado em leitura labial — e teve o filho barrado por seguranças ao tentar abraçá-lo após a vitória. Na internet, o gol de Vini Jr. também ganhou um viés de humor: a web criou a alcunha “Gol do Virginio Jr.”, em referência a Virginia Fonseca, ex-namorada de Neymar.
O debate sobre o protagonismo ofensivo não é novo. O lateral Martinelli já havia dito, antes da partida, que a equipe precisava “correr mais” para potencializar tanto Neymar quanto Vini Jr. O técnico Carlo Ancelotti, por sua vez, tem evitado promessas sobre a escalação e mantido a porta aberta para Neymar no time titular.
A pergunta que fica para os próximos jogos da Copa é objetiva: com Vini Jr. em fase artilheira e Neymar recuperado, a comissão técnica vai concentrar a criação no camisa 10 ou distribuir o comando ofensivo? A resposta sai na escalação do próximo compromisso — e dita o rumo da Seleção no mata-mata.











