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Economia

Petrobras volta a importar diesel em julho após três meses sem compras externas

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Em 25 de junho, Magda Chambriard confirmou que a Petrobras volta a importar diesel em 1º de julho.
  • A estatal não divulgou volume, origem nem contratos, e não há base pública para medir o impacto de preço no varejo.
  • Foram três meses seguidos sem compras externas até junho, mas a empresa já sinalizava retorno no mercado.
  • Em 2024, o Brasil importou cerca de 30% do diesel consumido, com destaque para cargas russas com preço descontado.
  • Rnest operou acima da capacidade e a distribuição continuou pressionada, mantendo o risco de novos ajustes via externo.

A Petrobras voltará a importar diesel em julho, após passar abril, maio e junho sem trazer o combustível do exterior. O anúncio foi feito pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante cerimônia de retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), em Três Lagoas (MS), evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Segundo Chambriard, a importação será necessária “por enquanto” — sinal de que o movimento pode ser pontual, mas não elimina a dependência estrutural do Brasil em relação ao combustível. O país importa o equivalente a cerca de 30% da demanda nacional de diesel, parcela que continua a pesar sobre a estratégia de abastecimento da estatal.

Rnest acima do previsto, mas demanda persiste

Na mesma cerimônia, Chambriard destacou o desempenho da Refinaria do Nordeste (Rnest), em Pernambuco. Prevista para produzir 230 mil barris por dia, a unidade entregou 300 mil barris diários — um salto significativo que, no entanto, não foi suficiente para dispensar as compras externas neste ciclo.

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A executiva mencionou ainda que a Petrobras vai estudar formas de ampliar a capacidade de produção de fertilizantes da empresa, articulando o aumento da produção de combustíveis com o fortalecimento da cadeia de insumos agrícolas.

Ciclo de importações e impacto no bolso

O retorno das importações em julho interrompe um intervalo de três meses em que a Petrobras conseguiu suprir o mercado interno sem recorrer a compras externas. A pausa, porém, não representou uma virada estrutural: a dependência do diesel importado segue sendo parte da realidade do setor, especialmente em períodos de pico de demanda.

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O diesel é insumo crítico para o transporte de mercadorias no Brasil, e variações no custo de importação podem repercutir no frete e, indiretamente, no preço final de produtos no varejo. Em março deste ano, a Petrobras anunciou reajuste de R$ 0,38 por litro no diesel de produção própria; Chambriard afirmou, à época, que o aumento chegaria à bomba como R$ 0,06, graças à estratégia de preços da estatal em cenário de volatilidade do petróleo.

A estatal não detalhou o volume exato, a origem e os contratos firmados para as importações de julho. O país tem recorrido historicamente a fornecedores como Rússia, que oferece o combustível com desconto em relação aos preços de referência internacionais, aliviando a pressão sobre os preços praticados pela Petrobras.

O próximo passo da estatal será divulgar os detalhes operacionais das compras. O que se sabe até agora é que julho marca o fim de uma janela de autossuficiência temporária — e o reinício de um ciclo que, diante da demanda nacional crescente, tende a se repetir.


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