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Economia

PF vê mesada de R$ 400 mil de Henrique Vorcaro a agente por dados sigilosos

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Relatório foi tornado público após o Supremo retirar o sigilo do material.
  • Investigação apura vazamento de dados sobre operações ligadas ao Banco Master.
  • Operação Compliance Zero mira suspeitas de fraudes e crime organizado financeiro.
  • Caso passou a alcançar parlamentares e agentes ligados à segurança pública.

A Polícia Federal afirma que Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pagava R$ 400 mil por mês ao agente aposentado Marilson Roseno da Silva em troca de informações sigilosas sobre investigações relacionadas ao Banco Master.

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A suspeita aparece em relatório da PF que veio a público depois de o Supremo Tribunal Federal retirar o sigilo de trechos da Operação Compliance Zero. A investigação mira um suposto esquema de fraudes e crime organizado financeiro ligado ao Banco Master e agora avança sobre a possibilidade de vazamento de dados reservados dentro de órgãos de controle e segurança.

Roseno é tratado pelos investigadores como beneficiário de repasses mensais. Henrique Vorcaro aparece como o pagador. A PF também cita pagamentos descritos como bônus e vê nesses repasses uma tentativa de obter vantagem sobre procedimentos sigilosos que poderiam atingir o núcleo investigado.

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Suspeita desloca o caso para dentro da segurança pública

O ponto mais sensível do relatório não é apenas o valor atribuído à mesada, mas o tipo de informação que teria sido negociada. Para a PF, o grupo buscava acessar dados protegidos de investigações em curso para se antecipar a medidas policiais e judiciais no caso Banco Master.

O relatório também afirma que o grupo comandado por Vorcaro acessou sistemas do Ministério Público Federal e da própria Polícia Federal. Essa frente amplia o alcance da investigação porque envolve a integridade de bases institucionais usadas em procedimentos sigilosos.

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A Operação Compliance Zero já apurava suspeitas de fraudes financeiras, organização criminosa e uso de estruturas paralelas para proteger interesses ligados ao Banco Master. Com a menção a agentes de segurança e a sistemas públicos, a PF passa a tratar o vazamento de informações como parte do mecanismo de blindagem do grupo.

Relatório cita “A Turma”, ameaças e estrutura armada

Em outra frente, a PF descreve a atuação de um grupo chamado “A Turma”. Segundo os investigadores, a estrutura usava ameaças, carros blindados e apoio armado para proteger interesses do núcleo investigado. O relatório menciona ainda um homem apontado como sicário que teria recebido R$ 24 milhões de Vorcaro.

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Os investigadores também situam os pagamentos dentro de uma rede mais ampla de despesas atribuídas ao grupo. Entre os pontos citados estão R$ 468.721,78 em gastos com viagens de Ciro Nogueira e ao menos R$ 6 milhões em repasses descritos como mesada entre 2024 e 2025.

Essas menções conectam a investigação do Banco Master a personagens políticos, agentes de segurança e operadores suspeitos de atuar na proteção do esquema. A PF ainda precisa individualizar responsabilidades perante o Supremo, mas o relatório já sustenta pedidos e medidas cautelares no inquérito.

Supremo deve definir medidas contra investigados

A retirada do sigilo permite que decisões sobre prisões, cautelares e compartilhamento de provas sejam publicadas no processo. O relatório da PF não equivale a condenação, mas orienta os próximos atos do Supremo na Operação Compliance Zero.

As defesas dos citados podem se manifestar nos autos e contestar as acusações. A etapa decisiva agora é judicial: caberá ao STF decidir quais medidas permanecem, quais provas poderão ser usadas e se novas restrições serão impostas aos investigados.