quarta-feira, junho 17
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Automóveis e Veículos

Rafael Câmara volta ao carro da Ferrari em Barcelona no caminho para a F1

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O piloto pernambucano de 21 anos integra a Ferrari Driver Academy desde 2021 e acumula experiência com o modelo SF-25.
  • Câmara estreou com o carro da F1 em maio no Hungaroring, na Hungria, em sua primeira oportunidade na categoria.
  • O brasileiro conquistou o título da Fórmula 3 em 2025 e atualmente disputa a F2 pela equipe Invicta Racing.
  • Frédéric Vasseur confirmou que o piloto participará de treinos livres e testes com a escuderia italiana.
  • O pernambucano é o primeiro brasileiro no programa de desenvolvimento da Ferrari desde Felipe Massa como piloto oficial.

Rafael Câmara deu nesta quarta-feira (17) mais um passo dentro do plano da Ferrari para medir sua adaptação a um carro de Fórmula 1. O piloto pernambucano voltou ao cockpit da escuderia italiana no circuito de Barcelona-Catalunha, na Espanha, em seu segundo teste com o SF-25.

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A atividade faz parte do programa de Testes de Carros Anteriores, conhecido no paddock pela sigla TPC, usado pelas equipes para dar quilometragem a pilotos em desenvolvimento sem interferir nos limites de treinos oficiais da temporada. Câmara já havia guiado o mesmo modelo em maio, no Hungaroring, na Hungria, em sua primeira experiência com um Fórmula 1 da Ferrari.

O novo teste acontece em um momento de alta na carreira do brasileiro. Campeão da Fórmula 3 em 2025, ele disputa agora a Fórmula 2 pela Invicta Racing e venceu pela primeira vez na categoria no último fim de semana, resultado que reforçou sua posição entre os nomes observados pela Ferrari Driver Academy.

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Ferrari amplia quilometragem de Câmara na F1

A Ferrari Driver Academy acompanha Câmara desde novembro de 2021. O programa funciona como uma ponte entre as categorias de base e a Fórmula 1, com sessões em simulador, preparação física, acompanhamento técnico e oportunidades pontuais em carros da equipe.

Para um piloto de 21 anos que acaba de subir da F3 para a F2, cada teste desse tipo tem valor que vai além do tempo de volta. A equipe observa adaptação ao peso, à potência, à frenagem e aos procedimentos de um carro de Fórmula 1, além da comunicação com engenheiros e da consistência em sequências mais longas.

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Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, já havia indicado que Câmara entraria na programação de testes da equipe. A tendência é que o brasileiro siga recebendo oportunidades dentro do programa de desenvolvimento enquanto acumula experiência na Fórmula 2.

O que o teste muda na corrida por uma vaga

O teste em Barcelona não representa uma promoção imediata à Fórmula 1, mas coloca Câmara em uma vitrine mais relevante dentro da estrutura da Ferrari. A escuderia costuma usar esse tipo de sessão para avaliar a evolução de jovens pilotos antes de possíveis participações em treinos livres de Grandes Prêmios.

A Ferrari não divulgou tempos, quilometragem nem uma avaliação técnica oficial da sessão. Também não há calendário público completo para os próximos testes de Câmara com a equipe.

O caminho mais concreto do brasileiro continua sendo a Fórmula 2. É ali que Câmara precisa transformar velocidade em resultados regulares para sustentar a candidatura a novas atividades com a Ferrari e, no médio prazo, disputar espaço na fila de pilotos observados para a Fórmula 1.