terça-feira, junho 16
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Saúde

SP apura morte de jovem que família liga a gin adulterado com metanol

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Prefeitura registrou o óbito como suspeito, ainda sem validação sanitária.
  • Família atribui sequelas à ingestão de gin adulterado dez meses antes.
  • Balanço estadual mais recente apontava 52 casos e 12 mortes confirmadas.
  • Surto começou em agosto de 2025 e atingiu cidades da Grande São Paulo.

Guilherme Torres da Silva, 22, morreu no domingo (14), em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, depois de dez meses de complicações de saúde que a família associa à ingestão de gin adulterado com metanol.

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A prefeitura registrou o óbito como suspeito de intoxicação pela substância. A confirmação sanitária é decisiva para saber se a morte será incorporada ao balanço estadual de vítimas das bebidas contaminadas, que já mobilizou autoridades de saúde desde o segundo semestre de 2025.

Até a segunda-feira (15), São Paulo contabilizava 54 casos e 12 mortes confirmadas por intoxicação por metanol. Por esse motivo, Guilherme ainda não pode ser tratado oficialmente como a 13ª vítima fatal do surto no estado, embora o relato da família conecte o quadro clínico ao mesmo tipo de contaminação.

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Surto começou em 2025 e atingiu cidades da Grande São Paulo

Os primeiros registros do surto apareceram em agosto de 2025, com notificações concentradas na Grande São Paulo e no ABC Paulista. São Bernardo do Campo e Mauá estiveram entre os municípios citados nos balanços oficiais antes do registro suspeito em Itapecerica da Serra.

Em dezembro, o estado havia confirmado 11 mortes e 51 casos. No início de fevereiro, a contagem subiu para 12 mortes e 52 casos após um óbito em Mauá. A atualização mais recente elevou o total de notificações confirmadas para 54, mas manteve em 12 o número de mortes reconhecidas oficialmente.

O metanol é uma substância tóxica que pode aparecer em bebidas alcoólicas adulteradas. A ingestão pode causar náusea, dor abdominal, alteração visual, convulsões, coma e morte. Em casos suspeitos, a orientação sanitária é procurar atendimento médico rapidamente, porque o tempo entre a exposição e o tratamento influencia o risco de sequelas graves.

Família relata sequelas prolongadas após consumo de gin

Segundo familiares, Guilherme teria consumido gin contaminado em agosto de 2025. Depois disso, passou a enfrentar sequelas que se prolongaram por dez meses, até a morte no fim de semana.

Não há identificação oficial de marca, lote ou estabelecimento ligado ao caso. Sem essa confirmação, a morte permanece como suspeita no registro municipal e depende de validação para alterar o balanço estadual.

Na prática, o caso acende novo alerta sobre a circulação de bebidas adulteradas e mantém a Grande São Paulo no centro do acompanhamento sanitário. A próxima consequência concreta será a decisão da Secretaria de Estado da Saúde de incluir ou não o óbito na estatística oficial de intoxicações por metanol.