Guilherme Torres da Silva, 22, morreu no domingo (14), em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, depois de dez meses de complicações de saúde que a família associa à ingestão de gin adulterado com metanol.
A prefeitura registrou o óbito como suspeito de intoxicação pela substância. A confirmação sanitária é decisiva para saber se a morte será incorporada ao balanço estadual de vítimas das bebidas contaminadas, que já mobilizou autoridades de saúde desde o segundo semestre de 2025.
Até a segunda-feira (15), São Paulo contabilizava 54 casos e 12 mortes confirmadas por intoxicação por metanol. Por esse motivo, Guilherme ainda não pode ser tratado oficialmente como a 13ª vítima fatal do surto no estado, embora o relato da família conecte o quadro clínico ao mesmo tipo de contaminação.
Surto começou em 2025 e atingiu cidades da Grande São Paulo
Os primeiros registros do surto apareceram em agosto de 2025, com notificações concentradas na Grande São Paulo e no ABC Paulista. São Bernardo do Campo e Mauá estiveram entre os municípios citados nos balanços oficiais antes do registro suspeito em Itapecerica da Serra.
Em dezembro, o estado havia confirmado 11 mortes e 51 casos. No início de fevereiro, a contagem subiu para 12 mortes e 52 casos após um óbito em Mauá. A atualização mais recente elevou o total de notificações confirmadas para 54, mas manteve em 12 o número de mortes reconhecidas oficialmente.
O metanol é uma substância tóxica que pode aparecer em bebidas alcoólicas adulteradas. A ingestão pode causar náusea, dor abdominal, alteração visual, convulsões, coma e morte. Em casos suspeitos, a orientação sanitária é procurar atendimento médico rapidamente, porque o tempo entre a exposição e o tratamento influencia o risco de sequelas graves.
Família relata sequelas prolongadas após consumo de gin
Segundo familiares, Guilherme teria consumido gin contaminado em agosto de 2025. Depois disso, passou a enfrentar sequelas que se prolongaram por dez meses, até a morte no fim de semana.
Não há identificação oficial de marca, lote ou estabelecimento ligado ao caso. Sem essa confirmação, a morte permanece como suspeita no registro municipal e depende de validação para alterar o balanço estadual.
Na prática, o caso acende novo alerta sobre a circulação de bebidas adulteradas e mantém a Grande São Paulo no centro do acompanhamento sanitário. A próxima consequência concreta será a decisão da Secretaria de Estado da Saúde de incluir ou não o óbito na estatística oficial de intoxicações por metanol.











