quarta-feira, junho 17
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Estado

Mãe esconde gravador em mochila de filho autista e flagra professora mandando criança “bater a cabeça na parede”

· 2 min de leitura · Por Andrey Moral

Pontos-chave

  • Mãe denunciou maus-tratos contra filho autista de 8 anos em escola municipal de Santos, SP
  • Gravações mostram profissional ironizando aluno e negando alimentos enviados pela família
  • Polícia Civil investiga caso registrado como maus-tratos na Delegacia de Defesa da Mulher

Uma mãe denunciou um caso de supostos maus-tratos contra seu filho, de apenas oito anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em uma escola municipal de Santos, no litoral de São Paulo. O caso veio à tona após a família reunir gravações que, segundo a denúncia, registram comportamentos inadequados por parte de uma professora dentro da unidade de ensino.

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De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe começou a desconfiar que algo estava errado ao notar mudanças significativas no comportamento da criança. Segundo ela, o menino passou a demonstrar medo, ansiedade e resistência para frequentar a escola, além de apresentar sinais de inquietação sempre que era preparado para as aulas.

As suspeitas levaram a família a buscar formas de entender o que estava acontecendo. Em uma das gravações obtidas, a professora aparece ironizando e imitando a forma de falar do aluno, atitude que gerou indignação entre familiares e repercussão nas redes sociais. Ainda segundo a denúncia, a docente também mandava a criança dormir durante determinados momentos e teria negado o acesso a alimentos enviados pela mãe para o filho.

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A família afirma que as situações registradas podem ter contribuído para o sofrimento emocional da criança, que necessita de acompanhamento e cuidados especiais em razão do diagnóstico de TEA.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso foi registrado como maus-tratos na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos e posteriormente encaminhado ao 5º Distrito Policial da cidade, responsável pela investigação.

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Já a Prefeitura de Santos informou que acompanha o caso e que eventuais medidas administrativas poderão ser adotadas após a apuração dos fatos.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que irá analisar as gravações, ouvir testemunhas e esclarecer as circunstâncias da denúncia.