O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a Finep lançaram nesta quarta-feira (17), em Brasília, a quarta edição do Tecnova, programa que destina R$ 360 milhões a pequenas empresas inovadoras no ciclo 2026/2027.
A iniciativa mira mais de 700 projetos de inovação tecnológica em todo o país. A execução ficará a cargo da Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao ministério, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e participação de agentes estaduais.
Na prática, o programa abre uma nova frente de financiamento para empresas de menor porte que precisam desenvolver produtos, processos ou serviços tecnológicos, mas não conseguem bancar sozinhas o custo inicial de pesquisa e desenvolvimento.
Como o Tecnova funciona
O Tecnova tem operação descentralizada. Em vez de concentrar a seleção em Brasília, o modelo prevê a participação de instituições estaduais, que funcionam como pontes entre os recursos federais e as empresas locais.
Esse desenho é relevante porque a candidatura tende a depender do estado em que a empresa está instalada. As regras de cada chamada definirão quais instituições receberão propostas, quais documentos serão exigidos e quais tipos de projeto terão prioridade.
O público-alvo são pequenas empresas inovadoras. Entre os critérios esperados para enquadramento está o limite de faturamento anual de até R$ 16 milhões, ponto que deverá aparecer nas chamadas de seleção e orientar a elegibilidade dos interessados.
Recursos podem chegar a R$ 588 milhões
Embora o aporte federal anunciado seja de R$ 360 milhões, a mobilização total prevista pode chegar a R$ 588 milhões. A diferença envolve recursos complementares e contrapartidas estaduais, mecanismo usado para ampliar o alcance do programa nos territórios.
Para as empresas, o ponto central é a redução do custo de entrada em projetos de inovação. Programas desse tipo costumam financiar etapas como desenvolvimento de protótipos, validação tecnológica, melhoria de processos produtivos e criação de soluções com potencial de mercado.
Para o setor público, a aposta é transformar recurso de fomento em ganho de produtividade, novos produtos e maior capacidade tecnológica em empresas menores, que normalmente têm menos acesso a crédito e capital de risco do que companhias médias e grandes.
O que a empresa deve acompanhar agora
A etapa decisiva será a publicação das regras operacionais. É o edital que definirá prazos de inscrição, valor máximo por projeto, critérios de seleção, documentos exigidos, canais de candidatura e instituições responsáveis em cada estado.
Até a abertura das chamadas, empresas interessadas devem organizar informações básicas do projeto, estimar orçamento, identificar a inovação proposta e acompanhar os canais oficiais da Finep, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e dos agentes estaduais que forem designados para operar o Tecnova 2026/2027.











