A primeira caneta de semaglutida fabricada no Brasil, o Ozivy, chega às farmácias em 15 de junho com preço avulso de R$ 452 e mensalidade de R$ 287 no pacote inicial, informou a EMS na terça-feira (2). Os valores ficam abaixo do teto de R$ 803,44 fixado pela Anvisa para a embalagem na concentração de 1,34 mg/ml.
É a primeira oferta nacional do princípio ativo desde a aprovação do registro pela Anvisa, em 26 de maio. Até então, pacientes em tratamento com semaglutida dependiam de versões importadas, de custo elevado para boa parte do mercado.
O teto regulatório limita o valor máximo nas farmácias, mas não obriga as redes a praticar preço único. Na prática, o consumidor pode encontrar variações entre R$ 452 e R$ 803,44, conforme o canal e a política de descontos de cada rede.
Uso depende de prescrição médica
Apesar do preço mais acessível, o Ozivy não é produto de automedicação. O uso exige prescrição e acompanhamento médico, com indicação principal voltada ao tratamento de diabetes tipo 2 e ao controle de obesidade, nos termos da aprovação regulatória.
A recomendação ganha peso diante do avanço do mercado paralelo. Na terça (2), a Polícia Militar localizou em São Paulo um laboratório clandestino de canetas emagrecedoras falsificadas, episódio que reforça o risco de produtos vendidos fora dos canais formais.
Concorrência entre fabricantes nacionais se acirra
A entrada do Ozivy intensifica a disputa no segmento de emagrecedores injetáveis. Na semana passada, a Eurofarma anunciou desconto de até 50% em sua caneta contra a obesidade, em movimento de posicionamento após o fim da patente que sustentava o monopólio dos importados.
A queda da exclusividade permitiu que laboratórios brasileiros passassem a produzir o princípio ativo em escala industrial, abrindo espaço para uma nova faixa de preços no varejo farmacêutico. A EMS não informou volume inicial de produção nem cronograma de distribuição por rede; procurada, não comentou sobre o risco de desabastecimento nas primeiras semanas.











