sábado, 18 de julho de 2026
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Centcom confirma ofensiva contra base iraniana; Teerã promete retaliação e Trump nega acordo sobre Ormuz

EUA voltam a atacar Irã em Bandar Abbas e abalam cessar-fogo

Centcom confirma ofensiva contra base iraniana; Teerã promete retaliação e Trump nega acordo sobre Ormuz

· 3 min de leitura · Atualizado em 04.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • A informação foi categoricamente negada pelo presidente americano, Donald Trump. "Não há acordo algum para entregar o controle do Estreito de Ormuz ao Irã.
  • O Ibovespa recuou 0,8%, pressionado pelo aumento da aversão ao risco global e pelo temor de que o conflito se prolongue.
  • É a segunda ação militar direta dos EUA contra o Irã desde o início do atual conflito aberto no Golfo Pérsico, que já dura três semanas.
  • O Pentágono e o Ministério da Defesa iraniano não divulgaram números oficiais de baixas.
  • A mídia estatal iraniana noticiou que o acordo incluiria uma cláusula cedendo a Teerã o controle do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou nesta quinta-feira (28) um novo ataque aéreo contra uma instalação militar em Bandar Abbas, no sul do Irã, em resposta ao que classificou como ameaça iminente de drones iranianos a navios americanos no Estreito de Ormuz. É a segunda ofensiva em três dias e ocorre apesar do frágil cessar-fogo mediado por Qatar e Omã, que tenta encerrar semanas de hostilidades no Golfo Pérsico.

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“As forças dos EUA agiram em legítima defesa após quatro drones de ataque iranianos se aproximarem perigosamente de contratorpedeiros em águas internacionais”, informou o Centcom em comunicado. “Destruímos o centro de lançamento desses drones em Bandar Abbas para neutralizar a ameaça.” A ação seguiu outro bombardeio, na terça-feira (26), contra embarcações e locais de lançamento de mísseis iranianos na região de Ormuz.

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter derrubado um drone de vigilância americano MQ-9 Reaper que teria violado o espaço aéreo do país e acusou Washington de violar o cessar-fogo. “Não ficaremos de braços cruzados enquanto nosso território é atacado”, declarou o porta-voz da força, general Ramazan Sharif, em entrevista à TV estatal iraniana. “A resposta será no momento e local que escolhermos.”

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O cessar-fogo, costurado com a ajuda dos mediadores regionais, entrou em vigor na semana passada, mas tem sido testado por incidentes diários. A mídia estatal iraniana noticiou que o acordo incluiria uma cláusula cedendo a Teerã o controle do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. A informação foi categoricamente negada pelo presidente americano, Donald Trump. “Não há acordo algum para entregar o controle do Estreito de Ormuz ao Irã. Isso é uma invenção da mídia iraniana”, escreveu Trump em sua rede social. O republicano também ameaçou retomar ataques “ainda mais fortes” caso haja novas agressões.

A intensificação dos combates fez disparar os preços do petróleo: o barril do Brent subiu 3,5% nesta manhã e ultrapassou US$ 82, maior nível em duas semanas, com investidores temendo interrupção no fluxo de navios petroleiros pela região. O Ibovespa recuou 0,8%, pressionado pelo aumento da aversão ao risco global e pelo temor de que o conflito se prolongue.

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É a segunda ação militar direta dos EUA contra o Irã desde o início do atual conflito aberto no Golfo Pérsico, que já dura três semanas. Em 7 de maio, um bombardeio americano a posições iranianas foi seguido por retaliação com mísseis contra navios dos EUA. Desde então, mais de uma dezena de incidentes foram registrados, incluindo interceptações de drones e disparos contra embarcações mercantes.

O Pentágono e o Ministério da Defesa iraniano não divulgaram números oficiais de baixas. Os mediadores em Doha também não se pronunciaram sobre o impacto do novo ataque nas negociações, que já se encontravam estagnadas. A escalada eleva a pressão sobre as potências regionais para conter a crise e mantém o mercado global em alerta para uma eventual interrupção do tráfego de petroleiros em Ormuz.

O PIRANOT mantém cobertura histórica sobre a crise no Golfo Pérsico — acesse todas as reportagens.

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