O ex-presidente do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero obteve nesta terça-feira (26) o adiamento de seu depoimento judicial no Caso Plus Ultra, processo que o torna o primeiro ex-chefe de governo da Espanha democrática a ser investigado criminalmente por tráfico de influência.
Um juiz da Audiência Nacional acolheu o pedido de Zapatero para postergar sua declaração, inicialmente agendada para 2 de junho. O ex-governante argumentou necessidade de mais tempo para analisar o sumário — oito tomos e cerca de 4.000 páginas, segundo a Justiça espanhola. Os depoimentos foram reprogramados para 17 e 18 de junho.
A imputação, tornada pública em 25 de maio, apura suposto tráfico de influência no resgate público de 53 milhões de euros concedido à companhia aérea Plus Ultra em 2020 pela SEPI (Sociedad Estatal de Participaciones Industriales). Zapatero, que governou a Espanha de 2004 a 2011 pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), atua desde 2011 como mediador internacional, incluindo papéis em processos de paz na Colômbia e negociações com a Venezuela.











