A montadora chinesa BYD alcançou a liderança nas vendas de veículos no varejo em abril, com 14,9 mil unidades comercializadas, conforme dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A marca superou a Volkswagen por margem estreita, consolidando uma trajetória de crescimento acelerado no mercado brasileiro.
No acumulado do mês, considerando todos os canais — que incluem vendas diretas a locadoras e frotistas —, a BYD atingiu recorde histórico de 18,5 mil unidades. Apesar do volume expressivo, caiu para a quinta posição no ranking geral, atrás de montadoras tradicionais que ainda dominam as vendas corporativas.
A Fiat manteve a liderança com folga nesse segmento mais amplo, evidenciando a força das vendas para frotistas e locadoras. O desempenho reflete a estratégia agressiva da BYD no Brasil, onde já figura entre as cinco maiores em vendas totais, mas também acirra a guerra comercial com a indústria nacional.
Alerta da Anfavea sobre impacto de R$ 103 bilhões
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estima que a expansão das montadoras chinesas no Brasil pode gerar um impacto de R$ 103 bilhões na cadeia de autopeças. O cálculo projeta perdas em produção, empregos e arrecadação caso as importadas avancem sem contrapartidas locais.
Segundo a entidade, o risco decorre da concentração de componentes importados nos veículos elétricos vendidos por essas empresas. ‘Carro elétrico exige política pública, não é veículo comum’, declarou o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, em evento do setor.
A Anfavea pressiona o governo federal para dobrar a alíquota de importação sobre carros elétricos, hoje em 18%. A proposta é elevar a taxa para 35%, nível equivalente ao aplicado a veículos a combustão, como forma de equilibrar a concorrência.
Estratégia da BYD mira liderança total até 2030
A BYD alcançou a liderança nas vendas de automóveis no varejo brasileiro em abril, segundo dados antecipados pela própria montadora antes da divulgação oficial da Fenabrave. O resultado reforça a meta declarada pela empresa de se tornar a marca número 1 do Brasil até 2030.
Alexandre Baldy, vice-presidente da BYD Brasil, afirmou: ‘Queremos ser a marca número 1 do Brasil até 2030’. A ascensão da marca chinesa reacende o debate sobre a política pública para carros elétricos e a necessidade de nacionalização da produção.
A Anfavea alerta que o avanço de montadoras que utilizam kits importados ameaça 69 mil empregos na cadeia de autopeças, com risco de perda de R$ 103 bilhões. A entidade pressiona o governo para aumentar a alíquota de importação de elétricos, enquanto a BYD acelera sua estratégia de nacionalização com fábrica em Camaçari (BA).
O crescimento da BYD, que já ultrapassou Toyota e Fiat em canais de varejo, intensifica a guerra comercial entre montadoras chinesas e tradicionais no país. Montadoras tradicionais instaladas no Brasil apoiam a limitação da importação de elétricos, alegando concorrência desigual devido a subsídios nos países de origem das chinesas.
❓ Perguntas frequentes
Qual montadora liderou as vendas no varejo em abril?
A BYD liderou as vendas no varejo em abril, com 14,9 mil unidades comercializadas, superando a Volkswagen, segundo a Fenabrave.
Qual o impacto estimado pela Anfavea na cadeia de autopeças?
A Anfavea estima um impacto de R$ 103 bilhões na cadeia de autopeças, com risco para 69 mil empregos diretos, devido à expansão de montadoras que usam kits importados.
Qual a meta da BYD para o mercado brasileiro?
A BYD declarou a meta de se tornar a marca número 1 do Brasil até 2030, segundo Alexandre Baldy, vice-presidente da BYD Brasil.












