segunda-feira, 27 de julho de 2026
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Brasil

Controlador do Habib’s obtém 60 dias para negociar dívida de R$ 312,4 milhões

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Dívida informada pelo Grupo Gennius soma R$ 312,4 milhões, sendo R$ 300 milhões com bancos.
  • Tutela cautelar foi concedida parcialmente em 1º de julho pela Justiça de São Paulo.
  • Medida atinge 174 sociedades do grupo e abre prazo para negociação com credores.
  • Empresa diz que a decisão não equivale a recuperação judicial e que lojas seguem abertas.
  • Grupo também controla Ragazzo, Mita e Tendall Grill.

Execuções e cobranças contra o Grupo Gennius Brasil, controlador do Habib’s, estão suspensas por 60 dias por decisão da Justiça de São Paulo. O passivo informado é de R$ 312,4 milhões.

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A tutela cautelar antecedente foi concedida parcialmente em 1º de julho de 2026 pelo juiz Jomar Juarez Amorim, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A decisão abrange 174 sociedades do grupo, além dos administradores Alberto Saraiva e Belchior Saraiva Neto.

A medida suspende execuções e cobranças de credores durante o prazo fixado pela Justiça, mas não decreta a recuperação judicial do grupo. No pedido, o Grupo Gennius afirmou que busca negociar os passivos acumulados.

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O efeito prático é abrir uma janela temporária de negociação com os credores sem o avanço imediato das cobranças judiciais. Da dívida total de R$ 312,4 milhões, mais de R$ 300 milhões correspondem a endividamento com instituições bancárias.

Decisão mantém travas bancárias e exige pagamentos à vista

O Grupo Gennius Brasil controla as redes Habib’s, Ragazzo, Mita e Tendall Grill. A proteção cautelar alcança 174 sociedades do grupo, número que delimita o alcance da decisão judicial neste momento.

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O juiz negou o pedido para liberar recebíveis dados em garantia aos bancos, mantendo as chamadas travas bancárias. Também determinou que os fornecedores não interrompam serviços essenciais, como água, luz, gás e tecnologia, nem o fornecimento de insumos, desde que os novos pagamentos sejam feitos estritamente à vista para evitar o aumento do passivo.

Entre os credores estão a Bamko Importação, com crédito de R$ 4,2 milhões, a De Marchi, com R$ 1,7 milhão, a Seara Alimentos, com R$ 1,4 milhão, e a Duas Rodas Industrial.

O Grupo Gennius atribuiu a crise financeira aos impactos da pandemia entre 2020 e 2022, às mudanças no consumo com o avanço das plataformas de delivery e marketplace e ao peso do endividamento bancário sobre o fluxo de caixa.

A Justiça também estendeu a proteção cautelar a Alberto Saraiva e Belchior Saraiva Neto, que alegaram atuar como produtores rurais integrados à operação do grupo. O Ministério Público pediu a apresentação de mais provas sobre essa atividade.

Grupo negocia passivos durante a proteção judicial

O prazo de 60 dias funciona como período de proteção para a renegociação com os credores. A cautelar impede temporariamente o avanço das execuções, mas não elimina os débitos nem libera as garantias bancárias.

Durante esse período, o Grupo Gennius terá de manter à vista os pagamentos de novos fornecimentos essenciais. As dívidas anteriores ficam submetidas à negociação, enquanto os recebíveis oferecidos aos bancos permanecem vinculados às garantias.


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