O ministro do Petróleo do Irã, Mohsen Paknejad, afirmou que o país vendeu US$ 18 bilhões, cerca de R$ 91 bilhões, em petróleo bruto e condensado de gás desde o início da guerra no Oriente Médio. O balanço foi divulgado no sábado (25).
O Ministério do Petróleo do Irã informou em sua página na internet que vendeu US$ 11,5 bilhões durante a guerra e US$ 6,5 bilhões durante o cessar-fogo. A pasta também apresentou as equivalências de R$ 58,2 bilhões e R$ 32,9 bilhões para os dois períodos, somando R$ 91 bilhões.
Paknejad disse que as vendas representam mais de 60% da receita de petróleo prevista no orçamento anual iraniano. O resultado sustenta a afirmação do governo de que o país manteve capacidade de comercializar sua produção durante o conflito, apesar das sanções financeiras e das restrições ao transporte marítimo.
Trégua permite escoar estoque acumulado
A redução dos riscos ao tráfego de petroleiros durante a trégua permitiu ao Irã escoar parte de um estoque acumulado de aproximadamente 100 milhões de barris de petróleo bruto e condensado de gás.
O cessar-fogo foi estabelecido em 7 de julho de 2026. Desde então, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, acusa os Estados Unidos de impor um bloqueio naval aos portos do país. Segundo ele, a medida configura ato de guerra e violação da trégua.
O balanço de 25 de julho divide a receita em dois períodos: US$ 11,5 bilhões durante as hostilidades ativas e US$ 6,5 bilhões durante o cessar-fogo. O total declarado, de US$ 18 bilhões, corresponde a mais de 60% da receita petrolífera prevista no orçamento anual da República Islâmica do Irã.
Em 12 de julho de 2026, o PIRANOT mostrou que Trump alegou um acordo nuclear com o Irã antes de um ataque, enquanto o Centcom negou o bloqueio do estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo no Golfo.
Em 2026, o PIRANOT também registrou que os EUA realizaram o segundo ataque ao Irã em três dias. A cifra apresentada por Paknejad dimensiona o resultado econômico divulgado pelo governo iraniano após meses de escalada militar.
Balanço não identifica compradores
O governo iraniano informou o valor total, a divisão entre guerra e cessar-fogo e o impacto sobre a previsão orçamentária, mas não identificou os países ou as empresas que compraram o petróleo nem explicou como os pagamentos foram processados sob sanções financeiras.
Sem a abertura por destinos, contratos e intermediários, o balanço de US$ 18 bilhões não permite determinar publicamente quais mercados absorveram o petróleo iraniano nem quais rotas financeiras foram usadas nas transações.












