O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria), anunciou que romperá relações diplomáticas com Cuba e Nicarágua a partir da posse, em 7 de agosto de 2026, em Cali.
A promessa combina ruptura política com reorganização administrativa: De la Espriella disse que fechará 14 embaixadas e cerca de 15 consulados em uma primeira etapa. A declaração não significa rompimento com todos os países da lista; a ruptura diplomática anunciada se limita a Cuba e Nicarágua.
Em declaração divulgada nesta segunda-feira, De la Espriella afirmou: “No meu governo, não haverá laços com tiranias”. A medida, porém, depende da posse presidencial e de atos formais do novo governo colombiano.
A lista de embaixadas citada pelo presidente eleito inclui Argélia, Azerbaijão, Barbados, Cuba, Chéquia, Etiópia, Gana, Haiti, Hungria, Malásia, Nicarágua, Romênia, Senegal e África do Sul. O próprio anúncio prevê uma auditoria técnica de 100 dias, o que pode alterar o alcance final dos fechamentos.
Guinada em relação à política externa de Petro
A mudança prometida por De la Espriella contrasta com a política externa do governo de Gustavo Petro, iniciado em 2022 e marcado pela aproximação com governos de esquerda na América Latina. Em maio de 2024, a Colômbia rompeu relações com Israel.
A agenda anunciada por De la Espriella sinaliza uma guinada conservadora na política externa colombiana. Durante a transição, Petro prometeu a Lula uma passagem de governo pacífica após contestar a eleição colombiana.
De la Espriella também anunciou a suspensão da abertura da missão diplomática colombiana na Palestina, iniciada por Petro, e a reabertura da embaixada da Colômbia em Israel, que funcionará em Jerusalém.
A reorganização anunciada também atinge a presença consular colombiana. O número informado é de cerca de 15 consulados a fechar, além das 14 embaixadas.
A posse ocorrerá em Cali. A cerimônia, inicialmente prevista para Popayán, foi transferida devido às condições climáticas ligadas à atividade vulcânica no sudoeste colombiano e aos efeitos da queda de cinzas sobre a operação aérea e a logística do evento.
Posse abre caminho para executar as medidas
O próximo marco confirmado é 7 de agosto de 2026, data da posse presidencial. Até lá, a promessa tem efeito político, mas a execução dos fechamentos e o rompimento com Cuba e Nicarágua dependem de medidas formais do novo governo.
A auditoria técnica de 100 dias anunciada por De la Espriella poderá redefinir a lista final de representações. Depois da posse, caberá ao novo governo formalizar o rompimento diplomático e os fechamentos anunciados.












