Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (26) mostra que 52% dos eleitores no Brasil veem no tarifaço de Donald Trump uma tentativa de ajudar Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
O dado mede a percepção do eleitorado, não uma intenção comprovada do presidente dos Estados Unidos. No levantamento, 37% descartam que a tarifa tenha esse objetivo e 11% dizem não saber.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 139 cidades do Brasil entre 22 e 23 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026.
O ponto central é a associação, feita pela maioria dos entrevistados, entre uma decisão tarifária do governo norte-americano e a candidatura de Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência. Na mesma rodada, Lula aparece com 40% das intenções de voto, diante de 32% de Flávio Bolsonaro no cenário de primeiro turno.
Tarifaço entra na leitura eleitoral sobre Trump e Flávio
O tarifaço imposto pelo governo Trump ao Brasil passou a integrar a disputa política nacional. O resultado divulgado pelo Datafolha mostra que a maioria dos entrevistados interpreta a medida comercial como uma tentativa de favorecer Flávio Bolsonaro eleitoralmente.
As entrevistas começaram em 22 de julho e foram encerradas em 23 de julho. O recorte sobre a percepção do tarifaço foi divulgado neste domingo (26) e expõe uma divisão relevante: 52% veem motivação eleitoral na medida, enquanto 37% rejeitam essa interpretação.
A pesquisa não prova que Trump tenha agido para beneficiar Flávio Bolsonaro. Ela registra como os eleitores interpretam a medida. Os 11% que não souberam responder completam o resultado da pergunta.
Lula mantém vantagem nos cenários eleitorais
No cenário de primeiro turno divulgado na mesma rodada, Lula lidera com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%. No cenário de segundo turno testado, Lula registra 48%, contra 43% de Flávio Bolsonaro.
Apesar da percepção majoritária sobre o objetivo político do tarifaço, a avaliação da gestão do presidente Lula manteve-se estável após o anúncio das tarifas norte-americanas, com 49% de aprovação e 48% de desaprovação. Na disputa presidencial, Lula conserva a vantagem nos cenários de primeiro e segundo turnos testados.












