O que já sabemos
- Ex-assessor de Pablo Marçal é denunciado pelo MPSP por executar delator do PCC.
- Crime foi cometido com tiros pelas costas em confronto forjado, segundo o MPGO.
- Denúncia expõe infiltração do PCC em campanhas políticas e agentes de segurança.
- Piloto delator foi morto antes de prestar depoimento; caso tramita sob sigilo.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o tenente-coronel Edson Luís Souza Melo, ex-assessor de Pablo Marçal, pela execução de um delator do Primeiro Comando da Capital (PCC). A denúncia aponta que o crime foi cometido com tiros pelas costas em um suposto confronto forjado pelos policiais.
O caso expõe a infiltração do crime organizado em campanhas políticas. Edson Melo atuou como assessor do ex-candidato Pablo Marçal (PRTB) durante as eleições municipais de 2024. A ligação levanta suspeitas sobre o uso de assessores com vínculos policiais em estruturas de campanha.
O Ministério Público de Goiás (MPGO) também investiga o caso e já denunciou Edson Melo e o major Renyson Castanheira Silva pelo homicídio qualificado de três pessoas em Goiânia. Entre as vítimas está o piloto Felipe Ramos Morais, delator do PCC. Conforme o MPGO, as vítimas foram executadas com tiros pelas costas.
Execução com tiros pelas costas
A denúncia protocolada em 28 de abril de 2026 indica que os policiais forjaram um confronto para justificar a execução. “As trajetórias dos disparos e as posições dos corpos demonstram que as vítimas foram alvejadas quando estavam indefesas”, sustentou o MPGO em nota. O caso tramita sob sigilo na Justiça estadual.
A Promotoria de Goiás destacou que as provas periciais contradizem a versão oficial de confronto. A execução do delator teria sido motivada pela delação do piloto à Justiça. Se confirmado, isso evidenciaria a gravidade da infiltração do PCC em estruturas estatais.
Ligação com Pablo Marçal levanta suspeitas sobre campanha
A atuação de Edson Melo como assessor de Pablo Marçal durante a campanha presidencial de 2022 e as eleições municipais de 2024 coloca sob suspeita o ambiente político que permitiu a ascensão de figuras com vínculos policiais. “A relação entre agentes de segurança e facções criminosas é um dos maiores desafios do sistema de Justiça”, afirmou o promotor responsável pela denúncia, em nota divulgada pelo MPSP.
O caso reforça alertas sobre a permeabilidade do crime organizado em esferas políticas, especialmente em estados com alta incidência de facções. A denúncia do MPGO aponta que os policiais militares usaram seus cargos para eliminar um informante da facção, simulando uma troca de tiros.
Repercussão e desdobramentos
O caso expõe a promiscuidade entre agentes de segurança pública e o crime organizado. O MPGO investiga se a execução foi motivada pela delação do piloto à Justiça. A situação ressalta a necessidade de investigar não apenas o crime em si, mas o ambiente político que permitiu a ascensão de tais figuras.
A denúncia também levanta questões sobre a segurança de delatores do PCC. O piloto Felipe Ramos Morais havia colaborado com as autoridades e foi morto antes de prestar depoimento em um caso de grande repercussão. O MPSP segue investigando possíveis conexões entre a facção e agentes públicos.











