sábado, 18 de julho de 2026
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Tenente-coronel Edson Melo, que trabalhou na campanha de Marçal, é acusado de matar delator do PCC com tiros pelas costas em confronto forjado.

MPSP denuncia ex-assessor de Pablo Marçal por execução de delator do PCC

Tenente-coronel Edson Melo, que trabalhou na campanha de Marçal, é acusado de matar delator do PCC com tiros pelas costas em confronto forjado.

· 3 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

O que já sabemos

  • Ex-assessor de Pablo Marçal é denunciado pelo MPSP por executar delator do PCC.
  • Crime foi cometido com tiros pelas costas em confronto forjado, segundo o MPGO.
  • Denúncia expõe infiltração do PCC em campanhas políticas e agentes de segurança.
  • Piloto delator foi morto antes de prestar depoimento; caso tramita sob sigilo.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o tenente-coronel Edson Luís Souza Melo, ex-assessor de Pablo Marçal, pela execução de um delator do Primeiro Comando da Capital (PCC). A denúncia aponta que o crime foi cometido com tiros pelas costas em um suposto confronto forjado pelos policiais.

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O caso expõe a infiltração do crime organizado em campanhas políticas. Edson Melo atuou como assessor do ex-candidato Pablo Marçal (PRTB) durante as eleições municipais de 2024. A ligação levanta suspeitas sobre o uso de assessores com vínculos policiais em estruturas de campanha.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) também investiga o caso e já denunciou Edson Melo e o major Renyson Castanheira Silva pelo homicídio qualificado de três pessoas em Goiânia. Entre as vítimas está o piloto Felipe Ramos Morais, delator do PCC. Conforme o MPGO, as vítimas foram executadas com tiros pelas costas.

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Execução com tiros pelas costas

A denúncia protocolada em 28 de abril de 2026 indica que os policiais forjaram um confronto para justificar a execução. “As trajetórias dos disparos e as posições dos corpos demonstram que as vítimas foram alvejadas quando estavam indefesas”, sustentou o MPGO em nota. O caso tramita sob sigilo na Justiça estadual.

A Promotoria de Goiás destacou que as provas periciais contradizem a versão oficial de confronto. A execução do delator teria sido motivada pela delação do piloto à Justiça. Se confirmado, isso evidenciaria a gravidade da infiltração do PCC em estruturas estatais.

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Ligação com Pablo Marçal levanta suspeitas sobre campanha

A atuação de Edson Melo como assessor de Pablo Marçal durante a campanha presidencial de 2022 e as eleições municipais de 2024 coloca sob suspeita o ambiente político que permitiu a ascensão de figuras com vínculos policiais. “A relação entre agentes de segurança e facções criminosas é um dos maiores desafios do sistema de Justiça”, afirmou o promotor responsável pela denúncia, em nota divulgada pelo MPSP.

O caso reforça alertas sobre a permeabilidade do crime organizado em esferas políticas, especialmente em estados com alta incidência de facções. A denúncia do MPGO aponta que os policiais militares usaram seus cargos para eliminar um informante da facção, simulando uma troca de tiros.

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Repercussão e desdobramentos

O caso expõe a promiscuidade entre agentes de segurança pública e o crime organizado. O MPGO investiga se a execução foi motivada pela delação do piloto à Justiça. A situação ressalta a necessidade de investigar não apenas o crime em si, mas o ambiente político que permitiu a ascensão de tais figuras.

A denúncia também levanta questões sobre a segurança de delatores do PCC. O piloto Felipe Ramos Morais havia colaborado com as autoridades e foi morto antes de prestar depoimento em um caso de grande repercussão. O MPSP segue investigando possíveis conexões entre a facção e agentes públicos.

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