sábado, 18 de julho de 2026
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Em comunicado, líder supremo iraniano rejeita negociações sob pressão militar e promete proteger programa nuclear do país

Líder supremo do Irã desafia Trump e EUA em novo comunicado

Em comunicado, líder supremo iraniano rejeita negociações sob pressão militar e promete proteger programa nuclear do país

· 4 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias
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O que já sabemos

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  • Khamenei afirma que Golfo Pérsico terá futuro sem presença militar dos EUA, a menos que mudem comportamento
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  • Irã possui 87 kg de urânio enriquecido a 60%, suficiente para até três bombas atômicas se purificado a 90%
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  • Bloqueio naval dos EUA reduziu em 40% as exportações de petróleo iraniano e elevou Brent a US$ 98
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O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, desafiou diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira (30), afirmando que o futuro do Golfo Pérsico será livre da presença militar americana. Em comunicado divulgado pela TV estatal, Khamenei declarou que “estrangeiros não têm lugar no Golfo Pérsico” e que a região terá um “futuro brilhante sem a presença dos EUA, a menos que mudem seu comportamento”. A fala ocorre em meio à escalada de tensões entre os dois países, com Washington impondo bloqueio naval ao Irã e Teerã ameaçando fechar o Estreito de Ormuz.

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Escalada de tensões no Golfo Pérsico

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As declarações de Khamenei foram feitas durante encontro com comandantes da Guarda Revolucionária, em Teerã. Conforme a agência estatal IRNA, o líder supremo afirmou que o Irã “protegerá suas capacidades nucleares a qualquer custo” e acusou os EUA de agirem de má-fé nas negociações em Genebra. “Eles falam em diplomacia enquanto apontam armas para nós. Não negociaremos sob ameaça”, disse Khamenei, segundo transcrição oficial.

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A tensão no Golfo Pérsico se intensificou após os EUA iniciarem, em março, um bloqueio naval para interceptar navios petroleiros iranianos, em retaliação ao suposto descumprimento do acordo nuclear de 2025. Dados oficiais indicam que a medida já reduziu em 40% as exportações de petróleo do Irã, elevando o preço do barril de Brent a US$ 98. Em resposta, Teerã mobilizou lanchas de ataque rápido e mísseis antinavio no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio global de petróleo.

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A comunidade internacional acompanha com apreensão. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou, em relatório de 28 de abril, que o Irã possui 87 kg de urânio enriquecido a 60%, quantidade suficiente para produzir até três bombas atômicas se purificado a 90%. “O Irã ainda deve explicações sobre partículas de urânio não declaradas”, afirmou o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi.

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Impacto nas negociações e reações internacionais

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Analistas veem o comunicado de Khamenei como um sinal de endurecimento da posição iraniana, que pode inviabilizar as negociações em Genebra mediadas pela Rússia. O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, havia sinalizado abertura ao diálogo em 28 de abril, afirmando que “ataques dos EUA foram feitos em negociação”, mas a fala de Khamenei indica que a decisão final cabe ao líder supremo.

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O impasse preocupa potências regionais. Israel, que já realizou ataques aéreos contra instalações nucleares iranianas em 2025, afirmou que “pode precisar atingir novamente o Irã em semanas, não meses”. Já a Rússia tenta se posicionar como mediadora: o presidente Vladimir Putin apresentou propostas a Trump para acelerar a construção da usina nuclear de Bushehr, enquanto Moscou busca conter uma guerra que poderia desestabilizar o Cáucaso.

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Para o Oriente Médio, o risco de conflito aberto é o maior desde a crise dos petroleiros de 2019. “Estamos à beira de um confronto que pode fechar o Estreito de Ormuz e causar uma recessão global”, alerta o analista militar Ali Vaez, do International Crisis Group. Enquanto isso, o bloqueio naval americano já afeta a economia iraniana: a inflação ultrapassou 60% e o rial se desvalorizou 35% em 2026, segundo o Fundo Monetário Internacional.

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A Casa Branca não comentou diretamente o comunicado de Khamenei, mas fontes do Pentágono afirmam que os EUA “não tolerarão o fechamento do Estreito de Ormuz”. Trump, em sua rede social Truth, escreveu: “O Irã pediu cessar-fogo, mas só aceitaremos se desistirem de suas armas nucleares”. A declaração foi negada por Teerã, que a classificou como “propaganda de guerra”.

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