segunda-feira, 20 de julho de 2026
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Copa do Mundo 2026

Trump sugere Copa só nos EUA, mas regra da Fifa adia chance para 2038

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A declaração foi feita em tom de brincadeira durante encontro com Gianni Infantino na Trump Tower.
  • A regra de rodízio de continentes da Fifa impede que a América do Norte receba a Copa seguinte, já que sedia em 2026.
  • As próximas edições já estão definidas: 2030 na Europa/África e 2034 na Ásia, o que adia qualquer candidatura americana para 2038.
  • A fala reacendeu o debate sobre a influência política na escolha de sedes de megaeventos.

Donald Trump sugeriu que os Estados Unidos recebam uma nova Copa do Mundo sem dividir a organização com México e Canadá, em comentário feito ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, na Trump Tower, em Nova York. A fala ocorreu em 17 de julho de 2026 e mirou uma edição futura do torneio, não a Copa que os três países já sediam em conjunto.

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“Vocês deveriam escolher os Estados Unidos para a próxima Copa do Mundo. Desta vez, sem México e Canadá”, disse Trump, em tom de provocação, dirigindo-se a Infantino. A frase ganhou repercussão no fim de semana da final da Copa, marcada entre Argentina e Espanha.

A sugestão tem mais peso político do que efeito prático imediato. A Fifa adota um rodízio entre confederações para evitar que uma mesma região concentre edições consecutivas do Mundial. Como a Concacaf recebe a Copa de 2026 por meio de Estados Unidos, México e Canadá, uma candidatura norte-americana isolada não poderia voltar à mesa na edição seguinte.

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Rodízio empurra eventual candidatura para 2038

O calendário das próximas Copas já está encaminhado. A edição de 2030 será distribuída entre Espanha, Portugal e Marrocos, com jogos de abertura na América do Sul, no Uruguai, na Argentina e no Paraguai. Em 2034, a sede será a Arábia Saudita. Na prática, a primeira janela viável para uma nova candidatura da América do Norte aparece apenas em 2038.

A fala de Trump, portanto, não interfere na estrutura da Copa de 2026. O torneio foi organizado como uma candidatura conjunta dos três países e segue com partidas em cidades dos Estados Unidos, do México e do Canadá. A ideia de uma Copa exclusivamente americana dependeria de um novo processo formal, de aprovação da Fifa e de respeito ao rodízio continental.

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O episódio também reforça a proximidade entre Trump e Infantino. Nos últimos meses, o dirigente da Fifa manteve contato frequente com o presidente americano, que já havia sido confirmado para participar da cerimônia de entrega da taça ao campeão da Copa de 2026.

Por enquanto, o efeito concreto da declaração fica restrito ao gesto político: Trump sinaliza interesse em manter os Estados Unidos no centro dos grandes eventos do futebol, enquanto a Fifa preserva o calendário já definido para 2030 e 2034. A decisão imediata do Mundial acontece neste domingo, com Argentina e Espanha em campo pelo título.


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