Donald Trump sugeriu que os Estados Unidos recebam uma nova Copa do Mundo sem dividir a organização com México e Canadá, em comentário feito ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, na Trump Tower, em Nova York. A fala ocorreu em 17 de julho de 2026 e mirou uma edição futura do torneio, não a Copa que os três países já sediam em conjunto.
“Vocês deveriam escolher os Estados Unidos para a próxima Copa do Mundo. Desta vez, sem México e Canadá”, disse Trump, em tom de provocação, dirigindo-se a Infantino. A frase ganhou repercussão no fim de semana da final da Copa, marcada entre Argentina e Espanha.
A sugestão tem mais peso político do que efeito prático imediato. A Fifa adota um rodízio entre confederações para evitar que uma mesma região concentre edições consecutivas do Mundial. Como a Concacaf recebe a Copa de 2026 por meio de Estados Unidos, México e Canadá, uma candidatura norte-americana isolada não poderia voltar à mesa na edição seguinte.
Rodízio empurra eventual candidatura para 2038
O calendário das próximas Copas já está encaminhado. A edição de 2030 será distribuída entre Espanha, Portugal e Marrocos, com jogos de abertura na América do Sul, no Uruguai, na Argentina e no Paraguai. Em 2034, a sede será a Arábia Saudita. Na prática, a primeira janela viável para uma nova candidatura da América do Norte aparece apenas em 2038.
A fala de Trump, portanto, não interfere na estrutura da Copa de 2026. O torneio foi organizado como uma candidatura conjunta dos três países e segue com partidas em cidades dos Estados Unidos, do México e do Canadá. A ideia de uma Copa exclusivamente americana dependeria de um novo processo formal, de aprovação da Fifa e de respeito ao rodízio continental.
O episódio também reforça a proximidade entre Trump e Infantino. Nos últimos meses, o dirigente da Fifa manteve contato frequente com o presidente americano, que já havia sido confirmado para participar da cerimônia de entrega da taça ao campeão da Copa de 2026.
Por enquanto, o efeito concreto da declaração fica restrito ao gesto político: Trump sinaliza interesse em manter os Estados Unidos no centro dos grandes eventos do futebol, enquanto a Fifa preserva o calendário já definido para 2030 e 2034. A decisão imediata do Mundial acontece neste domingo, com Argentina e Espanha em campo pelo título.











