O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi vaiado ao entrar no gramado do MetLife Stadium, em Nova Jersey, para a cerimônia de premiação da final da Copa do Mundo de 2026, neste domingo (19).
A Espanha havia acabado de vencer a Argentina por 1 a 0 e conquistar o título mundial. A partida terminou por volta das 16h30 no horário local, e cerca de meia hora depois, Trump e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, entraram no campo sob vaias de parte do público, conforme relatos da imprensa internacional.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, também foi alvo de manifestações hostis de torcedores, segundo registros da imprensa. Infantino igualmente ouviu vaias ao lado de Trump.
Antes da cerimônia, o telão do estádio não exibiu imagens do presidente americano, concentrando-se nos jogadores e no troféu, de acordo com a imprensa. Trump, que passou a manhã jogando golfe e chegou ao local de helicóptero, permaneceu no palco cumprimentando os atletas apesar da reação negativa.
Anfitrião sob holofotes
Os Estados Unidos sediaram a Copa de 2026 em conjunto com México e Canadá, colocando o governo americano no centro da organização do maior evento esportivo do planeta. Trump compareceu à final após convidar líderes estrangeiros, como a presidente do México, Claudia Sheinbaum, que aceitou o convite, conforme noticiou o PIRANOT. O episódio ocorre em meio a tensões comerciais recentes, como a ameaça de Trump de elevar tarifas contra o Canadá, também reportada pelo PIRANOT.
O MetLife Stadium, com capacidade para cerca de 82,5 mil espectadores, foi palco de uma decisão que já carregava tensão política: a partida reuniu as seleções de Argentina e Espanha, cujos governos mantêm relações distintas com Washington. As vaias a Trump, ainda que não tenham partido da totalidade do estádio, ecoaram a polarização doméstica nos EUA em um evento de audiência global.
Silêncio oficial e repercussão
Até a manhã desta segunda-feira (20), nem a Casa Branca nem a Fifa haviam se manifestado oficialmente sobre o incidente. A ausência de posicionamento deixa em aberto se o episódio terá desdobramentos diplomáticos ou se será tratado como um constrangimento pontual. A Fifa, que historicamente evita comentar manifestações políticas em suas cerimônias, não respondeu a questionamentos da imprensa.
A imprensa internacional afirmou que Trump não interrompeu a cerimônia e seguiu o protocolo, cumprimentando jogadores espanhóis e argentinos. A imagem de um presidente vaiado em seu próprio país na final da Copa do Mundo, contudo, alimentou o debate político nas redes sociais. Não há, até o momento, indicação de que o governo americano ou a entidade máxima do futebol pretendam comentar o ocorrido.











