O Palmeiras encerrou os cinco primeiros meses de 2026 com déficit acumulado de R$ 65,9 milhões, frustrando a meta de superávit de R$ 32,8 milhões prevista no orçamento, apesar de ter arrecadado receita recorde de R$ 503,4 milhões no período.
O balancete do clube, divulgado nesta quarta-feira (15) e reportado pelo Terra, aponta que a principal causa do desvio foi a frustração nas receitas com venda de atletas e rendas diversas. O orçamento projetava R$ 235,7 milhões nessa rubrica, mas o realizado até maio foi de apenas R$ 78,0 milhões — uma diferença de R$ 157,7 milhões.
O déficit operacional (antes das receitas financeiras) atingiu R$ 121,6 milhões. As receitas financeiras, de R$ 108,2 milhões, reduziram o rombo, mas não impediram o resultado negativo. Ainda assim, o clube somou R$ 395,2 milhões em receitas operacionais líquidas, o maior valor para o período.
Vendas de atletas frustram planejamento
O Palmeiras havia projetado superávit de R$ 32,8 milhões para o fim de maio, confiando em negociações de jogadores que não se concretizaram no primeiro semestre. O clube não detalhou quais atletas deixaram de ser vendidos, mas o PIRANOT mostrou que a diretoria já acelerava a busca por negócios para recompor o caixa (leia mais).
O histórico mensal evidencia a oscilação: janeiro teve déficit de R$ 7,8 milhões; fevereiro, superávit de R$ 20 milhões; março, déficit de R$ 26,8 milhões; abril, déficit de R$ 21,2 milhões; e maio, o pior mês, com déficit de R$ 30 milhões, consolidando o acumulado negativo. A base do clube, que gerou R$ 1,7 bilhão em receitas com vendas nos últimos cinco anos, como mostrou o PIRANOT, não conseguiu suprir a lacuna no semestre.
Busca por equilíbrio no segundo semestre
Para reverter o quadro, o clube aposta em vendas na janela de transferências do meio do ano. O PIRANOT revelou que o Palmeiras pede R$ 100 milhões pelo meia Maurício, mas ainda não confirmou proposta formal (veja a reportagem). A concretização de negócios desse porte é essencial para que o clube se aproxime da meta orçamentária anual.
O balancete não traz projeções para o segundo semestre, e a diretoria não se manifestou oficialmente sobre as medidas de ajuste. O desafio é recompor as receitas sem comprometer o desempenho esportivo na Série A do Campeonato Brasileiro.











