quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Economia

68% sentem perda de poder de compra; piora da economia cai para 43%

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • 66% dos entrevistados perceberam alta nos preços dos alimentos no último mês, apesar da desaceleração oficial da inflação.
  • A isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil não beneficiou 65% dos brasileiros, mostra a Quaest.
  • Outros 33% consideram a economia estável e 20% a veem melhor, segundo o levantamento.
  • A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de julho, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

A avaliação dos brasileiros sobre a economia melhora, mas a sensação no bolso continua ruim. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que 43% dos entrevistados dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses, ante 50% em abril.

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O recuo de 7 pontos percentuais indica perda de força da percepção mais negativa. Ainda assim, a maioria relata aperto no consumo: 68% afirmam que o poder de compra diminuiu no período, e 66% dizem ter percebido alta nos preços dos alimentos no último mês.

Na outra ponta, 20% avaliam que a economia melhorou, enquanto 33% a consideram estável. O contraste entre a melhora da avaliação geral e a queixa persistente sobre renda ajuda a explicar por que o humor econômico avança devagar, mesmo quando parte dos entrevistados passa a enxergar menos deterioração no cenário nacional.

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O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de julho, com margem de erro de 2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026 e abrange todas as regiões do país.

Alimentos pesam mais que melhora geral

A alimentação segue como o ponto mais sensível da percepção econômica. A parcela que percebe alta nos preços dos alimentos caiu de 69% em junho para 66% em julho, mas permanece em patamar elevado: dois em cada três entrevistados ainda sentem encarecimento no supermercado.

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Esse dado ajuda a mostrar por que a melhora no retrato geral da economia não se transforma automaticamente em aprovação ampla da situação financeira das famílias. Para o consumidor, a referência cotidiana não é apenas o indicador agregado, mas o que cabe no carrinho, o que sobra no fim do mês e a capacidade de manter compras básicas sem reduzir quantidade ou qualidade.

O poder de compra aparece como o termômetro central da insatisfação. Mesmo com menos entrevistados dizendo que a economia piorou, 68% afirmam que conseguem comprar menos do que antes. A diferença entre percepção macroeconômica e experiência doméstica é o principal sinal de alerta do levantamento.

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Isenção do IR tem alcance limitado na percepção popular

A pesquisa também indica alcance restrito da isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil. Segundo a Genial/Quaest, 65% dos entrevistados dizem não ser beneficiados pela medida.

O resultado reduz o potencial político imediato da desoneração como resposta à perda de renda sentida pela população. Para quem está fora do alcance da isenção, o alívio fiscal não altera a percepção sobre alimentos caros, orçamento apertado e capacidade de consumo menor.

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Aprovação de Lula empata, e expectativa melhora

No recorte político, a avaliação do governo Lula aparece em empate técnico: 48% aprovam e 47% desaprovam. É a primeira vez no ano em que a aprovação supera numericamente a desaprovação, embora a diferença esteja dentro da margem de erro.

A expectativa para os próximos 12 meses também melhora. A parcela dos que acreditam que a economia vai melhorar subiu de 44% em abril para 48% em julho. Já o grupo que espera piora recuou no período.

O quadro final é de alívio incompleto. A Genial/Quaest mostra que menos brasileiros veem a economia em deterioração, mas a maioria ainda sente perda de poder de compra. A consequência prática é clara: a melhora de humor só deve ganhar força se alimentos e renda passarem a aliviar de forma perceptível no orçamento familiar.


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