quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Política

Comissão da Câmara aprova repasse direto de 20% do Fundo de Segurança a municípios

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O Projeto de Lei 1462/26, de autoria do deputado Kim Kataguiri, elimina a exigência de convênios para o repasse de verbas federais de segurança aos municípios.
  • A proposta altera a Lei 13.756/18, que até então priorizava repasses diretos apenas para estados e o Distrito Federal.
  • Guardas municipais poderão usar os recursos para equipamentos, viaturas e capacitação.
  • O texto aprovado não detalha o valor total do fundo nem os critérios de rateio entre os municípios.

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (15) o Projeto de Lei 1462/26, conforme divulgou a Agência Câmara. O texto determina o repasse direto de pelo menos 20% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) aos fundos municipais de segurança.

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Atualmente, os municípios dependem de convênios ou contratos de repasse para acessar verbas federais de segurança, o que torna o processo lento e burocrático. A proposta, de autoria do deputado Kim Kataguiri (União-SP), elimina essa exigência e permite que os recursos cheguem diretamente às guardas municipais.

O relator na comissão, deputado André Fernandes (PL-CE), recomendou a aprovação do texto, que altera a Lei 13.756/18. Essa lei regulamenta a destinação de parte da arrecadação das loterias para o FNSP e, até agora, priorizava repasses diretos apenas para estados e o Distrito Federal.

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Fortalecimento das guardas municipais

A medida é vista como um reforço para as guardas municipais, que poderão usar os recursos para equipamentos, viaturas e capacitação. A segurança pública segue como tema central no Congresso. Em junho, o PiraNOT mostrou que a maioria da população defende classificar PCC e CV como organizações terroristas, mas rejeita intervenção externa.

O FNSP é abastecido por parte da arrecadação das loterias federais, mas o valor total do fundo e os critérios de divisão dos 20% entre os municípios não foram detalhados no projeto aprovado. A ausência de uma fórmula de rateio é apontada como uma lacuna que precisará ser enfrentada nas próximas etapas de tramitação.

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Critérios de partilha em aberto

O texto não define como os recursos serão distribuídos entre os mais de 5.500 municípios brasileiros. Sem critérios claros, há risco de concentração de verbas em grandes cidades ou de judicialização. A proposta também precisará se adequar às normas de responsabilidade fiscal, já que a transferência direta de recursos da União para fundos municipais exige regras específicas de controle.

Próximos passos

O projeto ainda será analisado pela Comissão de Finanças e Tributação e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, antes de seguir para o Senado. Não há data definida para a votação nessas comissões. Se aprovado sem alterações, o texto segue para sanção presidencial.

A tramitação ocorre em um momento de pressão por mais recursos para a segurança pública municipal. A expectativa é que o debate sobre os critérios de distribuição ganhe força nas próximas fases.


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