quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Economia

BlackRock lucra US$ 1,9 bi no 2º tri e ativos sob gestão batem recorde de US$ 15,3 tri

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O lucro por ação ajustado atingiu US$ 13,91, bem acima da projeção de US$ 12,70 dos analistas.
  • A receita total avançou 31% no trimestre, para US$ 7,1 bilhões, superando as estimativas do mercado.
  • O resultado foi impulsionado por maiores taxas de administração, receitas de tecnologia e valorização dos mercados.
  • O S&P 500 subiu 5,4% no período, elevando o valor dos ativos dos clientes da gestora.
  • A empresa se beneficiou do fluxo contínuo de recursos para ETFs, especialmente da marca iShares.

A BlackRock registrou lucro líquido de US$ 1,9 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, e encerrou o período com ativos sob gestão recordes de US$ 15,3 trilhões, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (15).

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O resultado superou as projeções de analistas consultados pela FactSet, que esperavam lucro por ação ajustado de US$ 12,70. O indicador ficou em US$ 13,91, impulsionado pelo crescimento das taxas de administração e pela expansão da receita com tecnologia e assinaturas.

A receita total somou US$ 7,084 bilhões, alta de 31% na comparação anual, também acima da estimativa de US$ 6,727 bilhões. A valorização dos mercados acionários no trimestre — o S&P 500 avançou 5,4% — contribuiu para o aumento do valor dos investimentos dos clientes.

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Expansão dos ativos e receita

Os ativos sob gestão da BlackRock cresceram 22% em 12 meses, atingindo US$ 15,345 trilhões. A empresa se beneficiou do fluxo contínuo para ETFs, especialmente os da marca iShares, e da adoção de sua plataforma de tecnologia Aladdin por investidores institucionais.

O lucro líquido de US$ 1,914 bilhão reflete a combinação de maiores taxas de administração, desempenho positivo dos mercados e receitas de serviços tecnológicos. A BlackRock não detalhou, porém, a contribuição específica dos ETFs de criptomoedas para o volume recorde de ativos.

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Impacto para investidores e mercados emergentes

Os resultados da maior gestora de ativos do mundo funcionam como termômetro do apetite global por risco. O desempenho robusto sugere que investidores mantêm confiança nos mercados, o que pode favorecer o fluxo de capital para economias emergentes, incluindo o Brasil.

A divulgação ocorre um dia após o Goldman Sachs reportar lucro de US$ 6,6 bilhões, reforçando o momento positivo para grandes instituições financeiras globais.

No Brasil, a BlackRock mantém presença relevante por meio de ETFs listados na B3 e fundos de investimento. A expansão global da gestora tende a ampliar a oferta de produtos e a liquidez desses ativos no mercado local.

Limitações e próximos passos

A companhia não divulgou a distribuição geográfica do crescimento dos ativos nem o impacto das flutuações cambiais sobre os resultados consolidados. Também não forneceu projeções para o segundo semestre, limitando a visibilidade sobre a sustentabilidade do ritmo de expansão.

Analistas devem buscar mais detalhes na teleconferência de resultados, prevista para esta quinta-feira (16), quando a BlackRock poderá comentar a estratégia para manter o crescimento apesar da volatilidade macroeconômica.


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