terça-feira, 14 de julho de 2026
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Economia

Trump recua de taxa em Ormuz, e Brent sobe 1,72% a US$ 84,73

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Durante o pregão, o Brent chegou a superar US$ 87, mas perdeu força após o anúncio do recuo.
  • O Estreito de Ormuz é rota de cerca de um quinto do petróleo mundial, o que amplia o impacto de tensões na região.
  • O presidente Lula classificou a taxa inicial como pirataria na véspera.
  • A escalada elevou o dólar a R$ 5,13 na segunda-feira e acendeu alerta para os combustíveis no Brasil.
  • Trump prometeu substituir a cobrança por acordos comerciais com países do Golfo, mas não deu detalhes.

O petróleo fechou em alta nesta terça-feira (14), mas perdeu força ao longo do pregão depois que Donald Trump recuou da cobrança de uma taxa de 20% sobre a escolta de navios no Estreito de Ormuz. A tensão no Oriente Médio manteve os preços pressionados, enquanto a mudança de posição do presidente dos Estados Unidos reduziu o temor de uma escalada imediata nos custos de navegação na região.

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O Brent, referência internacional, avançou 1,72%, a US$ 84,73, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI, referência dos Estados Unidos, subiu 1,54%, a US$ 79,34, na New York Mercantile Exchange (Nymex). A alta mostra que o mercado ainda embute prêmio de risco geopolítico, mesmo após o alívio provocado pelo recuo de Trump.

Recuo reduz pressão, mas não elimina risco em Ormuz

Na segunda-feira (13), Trump havia anunciado a cobrança de 20% sobre a escolta de navios no Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio global de energia. A proposta provocou reação de Luiz Inácio Lula da Silva, que chamou a medida de “pirataria”.

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A desistência da cobrança mudou o sinal do mercado durante a sessão: o petróleo continuou subindo, mas deixou de refletir um cenário de encarecimento mais agressivo no transporte marítimo. Ainda assim, o preço permanece em patamar elevado porque a região segue no centro das preocupações de investidores, refinarias e empresas de navegação.

A volatilidade já vinha contaminando outros ativos. Na segunda, o dólar subiu a R$ 5,13 em meio à crise no Oriente Médio, enquanto o bitcoin também recuou. Em junho, um alívio temporário nas tensões entre Estados Unidos e Irã levou o Brent para a casa de US$ 75, mas o movimento perdeu força com a retomada da incerteza na região.

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Por que isso importa para o Brasil

Para o Brasil, a alta do Brent importa porque o petróleo é uma das referências do custo de combustíveis, fretes e insumos. Mesmo sem um repasse automático e imediato ao consumidor, uma cotação mais alta aumenta a pressão sobre gasolina e diesel, sobretudo quando vem acompanhada de dólar mais forte.

O efeito também chega à Bolsa. Em 15 de junho, quando o petróleo caiu mais de 5%, a Petrobras ajudou a puxar o Ibovespa para uma queda de 0,42%, sinal da sensibilidade do mercado brasileiro à commodity. Em sentido contrário, preços mais altos podem favorecer receitas ligadas à produção, mas também elevam o risco inflacionário se forem repassados à cadeia de combustíveis.

O próximo ponto de atenção é a combinação entre Ormuz, dólar e política de preços no mercado doméstico. Se o Brent permanecer perto de US$ 84,73 e o câmbio seguir pressionado, o debate sobre combustíveis volta a ganhar peso nas expectativas de inflação e nas decisões de empresas expostas a transporte e energia.


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