quinta-feira, julho 9
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Polícia

PF deflagra 10ª fase da Compliance Zero contra publicitário de Vorcaro

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A ação foi autorizada por André Mendonça e cumpriu dois mandados em Brasília, sem prisões.
  • A PF apura monitoramento ilegal de pessoas ligadas a autoridades e obtenção de dados sigilosos.
  • Miranda fundou a agência Mithi e intermediou aporte de R$ 62 milhões de Daniel Vorcaro em filme sobre Bolsonaro.
  • Investigadores analisam se a estrutura do filme financiou ações digitais contra a liquidação do Banco Master.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) a 10ª fase da Operação Compliance Zero, com mandados de busca e apreensão contra o publicitário Thiago Miranda, suspeito de coordenar ataques ao Banco Central e intimidar jornalistas. A ação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi cumprida em Brasília.

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Segundo a PF, as investigações apuram a existência de uma possível organização criminosa dedicada a monitorar ilegalmente pessoas ligadas a autoridades, obter informações sigilosas e intimidar profissionais da imprensa. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na capital federal, sem prisões.

Miranda é fundador da agência Mithi e intermediou o investimento de R$ 62 milhões do empresário Daniel Vorcaro no filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Vorcaro, dono do Banco Master, está preso e é alvo central da Compliance Zero — o PIRANOT revelou em junho que a PF mira incluí-lo em difusão prateada da Interpol.

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O publicitário e o filme de R$ 62 milhões

A relação entre Miranda e Vorcaro é um dos eixos da investigação. O publicitário atuou como intermediário na negociação que levou o empresário a aportar R$ 62 milhões na produção do longa-metragem. A PF apura se a mesma estrutura usada para viabilizar o filme também serviu para financiar ações coordenadas nas redes sociais com o objetivo de desacreditar o Banco Central.

O BC foi responsável pela liquidação do Banco Master, o que gerou reações de Vorcaro e aliados. A nova fase da operação mira justamente a suposta ofensiva digital contra a autoridade monetária e seus servidores.

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A suspeita de organização criminosa

Além dos ataques ao BC, a PF investiga se o grupo monitorou ilegalmente jornalistas e obteve dados sigilosos de pessoas ligadas a autoridades. A nota da PF menciona “intimidação de jornalistas” e “obtenção indevida de informações sigilosas”. O STF autorizou as buscas com base em indícios colhidos ao longo da investigação.

Até o momento, a defesa de Thiago Miranda não se manifestou sobre as acusações. O espaço está aberto para seu posicionamento.

Próximos passos

O material apreendido nos endereços de Miranda será analisado pela PF, que poderá ouvir testemunhas e aprofundar a investigação sobre a cadeia de comando dos ataques. A operação não resultou em prisões, mas os investigadores avaliam se há elementos para novos pedidos ao STF.

A Compliance Zero já resultou na prisão de Daniel Vorcaro e na liquidação do Banco Master. A 10ª fase amplia o escopo para a proteção da integridade do Banco Central e da liberdade de imprensa.


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