quinta-feira, julho 9
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Copa do Mundo 2026

Fifa registra alta de 1.200% em racismo online na Copa de 2026

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Levantamento compara a primeira fase do Mundial atual com a edição disputada em 2022.
  • Ferramenta da entidade monitora ataques contra jogadores e integrantes de comissões técnicas.
  • Relatório inicial não informa o total de mensagens analisadas, bloqueadas ou investigadas.
  • Fifa não detalhou quais plataformas concentraram os ataques nem eventuais punições a perfis.

A Fifa registrou aumento de 1.200% nos casos de racismo e abusos online na primeira fase da Copa de 2026, em comparação com o torneio de 2022, em dados divulgados nesta quarta-feira (8).

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O dado foi atribuído à entidade organizadora do Mundial em publicações do Terra e de O Povo, que reproduziram a divulgação sobre o monitoramento digital da primeira fase. A comparação usada pela Fifa põe lado a lado a etapa inicial da Copa de 2026 e a Copa do Mundo de 2022.

A alta amplia a pressão sobre o Serviço de Proteção de Redes Sociais, ferramenta criada pela Fifa em 2022 para mitigar discursos de ódio contra jogadores e integrantes de comissões técnicas. A entidade ainda não detalhou quais redes sociais concentraram os ataques nem quais punições práticas foram aplicadas aos perfis identificados.

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Monitoramento de 2022 vira base da comparação

A Fifa implementou o Serviço de Proteção de Redes Sociais na Copa do Mundo de 2022, com foco em mensagens abusivas direcionadas a atletas e equipes. O sistema passou a ser usado como resposta tecnológica da entidade a ataques racistas e outros discursos de ódio no ambiente digital ligado às partidas.

Na divulgação de 2026, a Fifa comparou a primeira fase do Mundial atual com a edição de 2022 e apontou alta de 1.200% nos casos de racismo e abusos online. O relatório inicial citado pela imprensa não trouxe o número absoluto de mensagens analisadas, bloqueadas ou encaminhadas para investigação.

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O tema tem peso particular para o público brasileiro porque atletas do país têm sido alvo recorrente de ataques racistas fora do Brasil. Nesta semana, o PIRANOT mostrou que a França investiga uma senadora paraguaia por racismo contra Mbappé na Copa de 2026, em caso que também envolve conduta discriminatória no futebol internacional.

Fifa precisa detalhar punições e alcance da ferramenta

O próximo ponto para a entidade é esclarecer como os perfis identificados serão tratados fora da moderação automática. A divulgação inicial informa o crescimento dos casos, mas não apresenta medidas disciplinares, encaminhamentos criminais ou sanções contra usuários e plataformas.

Também depende de publicação oficial o recorte por rede social, idioma, seleção ou partida. Sem esses dados, a comparação de 1.200% indica a dimensão do crescimento, mas não permite saber onde os ataques se concentraram durante a primeira fase da Copa de 2026.


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