quinta-feira, julho 9
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Brasil

Operação prende presidente do Instituto Rio Metrópole por suposto desvio de R$ 86 milhões

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Denúncia atribui a 11 pessoas crimes como organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro
  • A ação cumpriu mandados no Rio, em São Gonçalo e em Teresópolis nesta quinta-feira
  • Investigação envolve o Instituto Rio Metrópole, autarquia ligada ao governo fluminense
  • Valor sob apuração aparece entre R$ 80 milhões e R$ 86,28 milhões, segundo relatos citados
  • Defesa de Davi Perini Vermelho não teve manifestação registrada nos elementos disponíveis

Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu nesta quinta-feira (9) Davi Perini Vermelho, presidente do Instituto Rio Metrópole, autarquia vinculada ao Governo do Estado. Ele é um dos alvos de uma investigação sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos que teria movimentado até R$ 86,28 milhões.

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O caso levou à denúncia de 11 pessoas por organização criminosa, corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A ofensiva foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Sonegação Fiscal e aos Ilícitos contra a Ordem Econômica, braço do MPRJ voltado a crimes contra a ordem econômica e desvios envolvendo recursos públicos.

Ao todo, foram expedidos 6 mandados de prisão e 9 de busca e apreensão. As ordens judiciais alcançaram endereços na capital fluminense, em São Gonçalo e em Teresópolis. A prisão do presidente da autarquia dá dimensão política ao caso, porque coloca no centro da investigação um órgão da estrutura estadual responsável por políticas metropolitanas no Rio.

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Denúncia mira contratos e licitações da autarquia

A denúncia sustenta que o grupo teria atuado dentro do Instituto Rio Metrópole para fraudar licitações, corromper agentes públicos e lavar valores desviados. O valor associado ao esquema aparece em duas referências: R$ 80 milhões na deflagração da operação e R$ 86,28 milhões na denúncia apresentada contra os 11 acusados.

A diferença entre os números não altera o eixo da acusação: o MPRJ atribui ao grupo um desvio de escala milionária em uma autarquia estadual. O patamar de R$ 86,28 milhões é o mais específico ligado à denúncia, enquanto os R$ 80 milhões aparecem como estimativa inicial da operação.

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Além de Davi Perini Vermelho, a denúncia envolve outros investigados apontados como integrantes do suposto esquema. A acusação reúne crimes que, em conjunto, indicam uma estrutura organizada para direcionar contratos, retirar dinheiro público da autarquia e dar aparência legal aos valores movimentados.

O Instituto Rio Metrópole é uma autarquia estadual, vinculada ao Governo do Rio de Janeiro. Por isso, a investigação atinge não apenas contratos administrativos, mas também a governança de um órgão público ligado à gestão metropolitana fluminense.

Acusados ainda respondem sem condenação

A operação marca a fase de cumprimento das medidas cautelares e leva a denúncia para análise judicial. A prisão de Davi Perini Vermelho e as demais medidas não equivalem a condenação; os acusados têm direito à defesa e respondem sob presunção de inocência.

O próximo passo é a tramitação da denúncia na Justiça, que decidirá sobre o recebimento da acusação, a manutenção das prisões e eventuais medidas relacionadas aos contratos e ao patrimônio dos investigados.


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