quinta-feira, julho 9
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Esporte

Testemunhas afirmam que Júlio Casares retirava R$ 100 mil por mês em espécie do São Paulo

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Depoimentos dizem que dinheiro era entregue em envelopes ou sacolas.
  • Auditoria interna identificou 35 saques em espécie durante a gestão.
  • Relatório aponta 28 operações sem notas fiscais ou recibos.
  • Investigação também apura R$ 1,5 milhão em depósitos na conta do ex-presidente.

Duas testemunhas ouvidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público afirmaram que o ex-presidente do São Paulo, Júlio Casares, retirava cerca de R$ 100 mil em espécie por mês do clube durante sua gestão, entre janeiro de 2021 e janeiro de 2026.

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Os depoimentos, revelados nesta quinta-feira (9), detalham que os valores eram entregues em envelopes ou sacolas, solicitados ao departamento financeiro com justificativas genéricas. A força-tarefa investiga possíveis irregularidades na gestão Casares.

O caso se soma a uma auditoria interna que já havia apontado que, dos R$ 11 milhões sacados pela presidência no período, R$ 7 milhões não têm explicação documentada. Apenas R$ 4 milhões foram justificados como gastos com arbitragem e pagamento de bicho a jogadores, segundo a defesa do ex-presidente.

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Considerando os 60 meses de mandato, as retiradas mensais de R$ 100 mil somariam R$ 6 milhões. O valor total investigado, porém, é de R$ 11 milhões, o que indica a existência de saques adicionais além do padrão relatado pelas testemunhas.

O que a auditoria revelou

O balanço financeiro do São Paulo, apresentado em março aos conselheiros, identificou 35 saques em dinheiro vivo durante a gestão Casares. Desse total, 28 operações, que somam R$ 7 milhões, não possuem notas fiscais ou recibos que comprovem a destinação dos recursos.

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Além dos saques, a investigação analisa R$ 1,5 milhão em depósitos suspeitos na conta do ex-presidente. A Polícia Civil apura se há conexão entre esses valores e as retiradas mensais do clube.

Antes da renúncia, o Conselho Fiscal já havia identificado R$ 500 mil em gastos pessoais no cartão corporativo de Casares, o que ampliou a pressão por sua saída. O ex-presidente deixou o cargo em 21 de janeiro de 2026, após pedidos de conselheiros e o avanço das investigações.

O clube enfrenta outras turbulências: em junho, o PIRANOT noticiou a prisão do ex-atacante Leandro Guerreiro, bicampeão pelo São Paulo, por dívida de pensão.

Próximos passos da investigação

A força-tarefa ainda não concluiu o inquérito. Os investigadores buscam identificar quem entregava fisicamente o dinheiro a Casares e se os valores eram usados para despesas pessoais ou do clube. A defesa do ex-presidente não se manifestou sobre os novos depoimentos.

O Ministério Público analisa se há elementos para oferecer denúncia. Enquanto isso, o São Paulo tenta virar a página: o clube contratou o atacante Victor Sá e busca reforços para a temporada, mas a crise de governança segue como pano de fundo.


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