sábado, junho 27
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Política

Defesa de Bolsonaro tenta barrar falta grave por arma e manter prisão domiciliar

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Arma registrada em nome do ex-presidente foi encontrada na casa de um segurança
  • Defesa afirma que o armamento estava inoperante e não caracteriza descumprimento
  • Moraes pediu parecer da Procuradoria-Geral antes de decidir sobre eventual falta grave
  • Bolsonaro cumpre pena em casa por razões de saúde desde março de 2026

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou neste sábado (27) pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para afastar o reconhecimento de falta grave decorrente da apreensão de uma arma registrada em seu nome e manter o regime de prisão domiciliar humanitária.

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A pistola foi encontrada na segunda-feira (15) durante blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). O armamento estava no assoalho do carro do sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que integra a equipe de segurança do ex-presidente. A apreensão reabriu o debate sobre o controle de armas e as condições do cumprimento da pena de Bolsonaro.

Os advogados sustentam que a arma era regularmente registrada, permanecia armazenada na residência de Bolsonaro e estava inoperante e inutilizada. A defesa argumenta que o episódio não configura quebra das condições da prisão humanitária e pede a prorrogação do regime com base em razões médicas.

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Moraes aguarda parecer da PGR

O ministro Alexandre de Moraes apontou a possibilidade de falta grave e solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir. A palavra final sobre o efeito da apreensão no cumprimento da pena caberá ao relator.

Se Moraes entender que houve violação das condições da prisão, o regime humanitário poderá ser reavaliado. Se afastar a falta grave, a discussão volta ao pedido de prorrogação da domiciliar por razões médicas, ponto central da defesa desde março.

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Prisão domiciliar e o prazo de 90 dias

Bolsonaro foi condenado a 8 anos e 11 meses de prisão por crime de responsabilidade no caso dos atos de 8 de janeiro. Desde 1º de março de 2026, cumpre a pena em prisão domiciliar humanitária por problemas de saúde, após diagnóstico de broncopneumonia.

Moraes fixou prazo inicial de 90 dias para que Bolsonaro permanecesse no regime domiciliar. Com o vencimento aproximado desse período, a defesa acumula dois pedidos junto ao STF: a prorrogação da prisão em casa por razões humanitárias e o afastamento da falta grave pela apreensão da arma.

A decisão de Moraes terá efeito direto sobre onde Bolsonaro cumprirá a pena nos próximos meses — se permanece em casa ou retorna ao regime fechado. O próximo passo é o parecer da PGR, após o qual o relator deverá deliberar sobre a manutenção, restrição ou revogação da domiciliar.


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