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Economia

Pix vira hábito cotidiano para 70 milhões de usuários e cresce 71% em 2025

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O Pix chegou a 70 milhões de usuários assíduos no Brasil em 2025, alta de 71% sobre 2024, conforme pesquisa atribuída à Federação Brasileira de Bancos divulgada nesta sexta-feira (26).
  • Em junho, o PIRANOT informou que o Banco Central acaba com o teto de R$ 500 no Pix por aproximação em outubro , medida que tende a aproximar o instrumento da rotina de compras presenciais.
  • Banco Central ainda precisa detalhar efeitos regulatórios O avanço para 70 milhões de usuários assíduos deixa duas frentes abertas para 2026.
  • O dado separa adesão de uso frequente: em 2024, eram 41 milhões de usuários assíduos, enquanto em 2025 o grupo chegou a 70 milhões.
  • A pesquisa não detalha publicamente, no material disponível, a metodologia de contagem dos usuários assíduos.

O Pix chegou a 70 milhões de usuários assíduos no Brasil em 2025, alta de 71% sobre 2024, segundo pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgada nesta sexta-feira (26).

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O levantamento separa adesão de uso frequente: em 2024, eram 41 milhões de usuários assíduos; agora, o grupo saltou para 70 milhões. A média registrada é de 30 transações por mês por pessoa — patamar que aproxima o Pix de uma ferramenta cotidiana de pagamento, não apenas de transferência entre contas.

Do lançamento ao hábito financeiro

Lançado em novembro de 2020 pelo Banco Central, o Pix tornou-se, em menos de cinco anos, o principal meio de pagamento do país em volume, superando TED e DOC. O recorte de 2025 revela uma etapa diferente dessa expansão: a passagem do acesso técnico para a presença recorrente no orçamento das famílias e na operação de empresas.

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Essa transição aparece em outros indicadores do setor. Dados da Febraban mostram que 145,3 milhões de clientes fazem do celular o canal principal de relacionamento com o banco — base que ajuda a explicar por que pagamentos instantâneos ganharam espaço no atendimento financeiro diário.

O Banco Central também ampliou as funcionalidades do sistema. A partir de outubro, o teto de R$ 500 para o Pix por aproximação será eliminado, medida que tende a aproximar o instrumento da rotina de compras presenciais.

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Uso de 30 operações mensais pressiona bancos

A média de 30 transações mensais por usuário assíduo indica frequência próxima ao uso diário. Para bancos e fintechs, esse comportamento muda a disputa por relacionamento com o cliente, porque o pagamento instantâneo ocupa espaços antes atendidos por transferências tarifadas, cartões, boletos e dinheiro em espécie.

O efeito mais sensível está nas receitas de tarifas e na estratégia dos participantes do sistema de pagamentos. A escala do uso ajuda a explicar por que instituições financeiras tratam o Pix como infraestrutura central para oferta de contas, crédito, recebíveis, maquininhas e serviços digitais — e não como um canal acessório.

Para consumidores, o impacto prático está na redução de fricção. Um usuário que faz 30 operações por mês usa o Pix para dividir despesas, pagar prestadores, transferir entre contas e quitar compras. O padrão desloca a discussão do cadastro para a recorrência: o ponto central passa a ser quantas pessoas usam o sistema de modo contínuo.

Expansão atrai atenção internacional

O crescimento do Pix também ocorre sob pressão regulatória externa. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a autoridade monetária vem disponibilizando “gente e tempo” para auxiliar o governo dos Estados Unidos em explicações sobre o sistema, reconhecendo o interesse internacional no modelo brasileiro de pagamentos instantâneos.

Próximos passos: segurança e impacto sobre tarifas

O avanço para 70 milhões de usuários assíduos deixa duas frentes abertas para 2026. A primeira é operacional: como o Banco Central vai calibrar segurança, conveniência e novas funcionalidades em um sistema que já integra a rotina financeira de milhões de pessoas. A segunda é econômica: o impacto mensurável sobre tarifas, cartões e modelos de receita dos bancos — questão que balanços setoriais começarão a revelar nos próximos trimestres.


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