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Economia

Gasmig fecha contrato de R$ 1 bi com consórcio da Mitsui e leva biometano ao Triângulo Mineiro

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Contrato com a Geomit foi assinado em Uberaba e prevê produção inicial de 250 mil m³.
  • Projeto inclui uma malha de 400 km de gasodutos para distribuição regional.
  • Combustível será produzido a partir de resíduos orgânicos ligados ao agronegócio.
  • Preço final, subsídios, economia estimada e empregos ainda não foram informados.

A Gasmig e o consórcio GeoMit, formado pela Mitsui Gás e Energia, assinaram nesta quinta-feira (25), em Uberaba, o contrato de R$ 1 bilhão que marca o início da produção e distribuição de biometano no Triângulo Mineiro. O projeto prevê 400 quilômetros de gasodutos e capacidade de 50 mil metros cúbicos diários do combustível renovável, com fornecimento previsto para Uberaba, Uberlândia, Indianópolis e Araxá a partir de 2028.

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A assinatura formaliza o resultado da Chamada Pública nº 01/2026, a maior já realizada pela Companhia de Gás de Minas Gerais. Lançada em maio, a seleção atraiu 11 empresas e recebeu 27 propostas distintas. A GeoMit foi escolhida por apresentar a proposta mais vantajosa após análise técnica, econômica e regulatória, superando concorrentes como a britânica BP e as brasileiras Solví e Gás Verde.

Malha regional vai substituir diesel e GLP

O biometano é um combustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos — como o bagaço de cana-de-açúcar, base produtiva forte no Triângulo Mineiro — e pode substituir combustíveis fósseis em usos industriais, logísticos e comerciais. O objetivo do projeto é criar uma malha regional capaz de atender consumidores que atualmente dependem de óleo combustível, diesel e GLP, reduzindo emissões de carbono e diversificando a matriz energética regional.

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Controlada pelo governo de Minas Gerais, a Gasmig atua como principal distribuidora de gás canalizado no estado. No desenho anunciado, a GeoMit entra como produtora do biometano, enquanto a companhia estadual assume a distribuição por gasodutos. O investimento de R$ 1 bilhão concentra-se em duas frentes: a produção do combustível e a infraestrutura física para levá-lo até consumidores industriais e urbanos.

Primeiro passo na expansão do gás renovável em Minas

O contrato representa o primeiro passo na estratégia de expansão do gás renovável em Minas Gerais e se soma a uma agenda mais ampla de investimentos em energia de baixo carbono no estado. A formalização do acordo desloca o projeto da fase de seleção pública para a fase contratual e de implantação.

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O cronograma detalhado de expansão cidade a cidade, a capacidade de abastecimento por município e os prazos de entrega da rede ainda dependem de detalhamento. O início do fornecimento está previsto para 2028, quando a malha de gasodutos deverá estar conectada aos centros consumidores das quatro cidades atendidas na primeira fase.


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