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Economia

Bancos preveem R$ 50,4 bi em tecnologia para 2026 e priorizam cibersegurança

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Valor inclui despesas e investimentos em sistemas, infraestrutura e serviços digitais
  • Canais digitais já concentram 83% das transações bancárias no país
  • Orçamento de tecnologia do setor acumula alta de 58% desde 2021
  • Febraban não detalha impacto sobre tarifas, atendimento ou redução de golpes

Os bancos brasileiros vão destinar R$ 50,4 bilhões à tecnologia em 2026, alta de 8% sobre o ano anterior, revela a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, divulgada nesta sexta-feira (26). O valor representa crescimento acumulado de 58% desde 2021 e consolida a digitalização como pilar central da operação financeira no país.

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O levantamento, conduzido pela consultoria Deloitte em parceria com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mostra que o orçamento tecnológico do setor responde a uma transformação que já transferiu 78% das transações bancárias para o celular. Cibersegurança, computação em nuvem e inteligência artificial concentram as prioridades das instituições.

Cibersegurança lidera prioridades do setor

A cibersegurança aparece como prioridade absoluta: 100% das instituições pesquisadas atribuem à área nível alto ou médio de relevância. A posição reflete a pressão crescente por proteção contra fraudes e ataques cibernéticos em um sistema que processa a maior parte das transações por canais digitais.

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“A cibersegurança permanece como agenda central para as instituições, ao lado de temas estratégicos como cloud e IA generativa”, afirmou Ivo Mósca, diretor executivo de Inovação, Produtos e Segurança da Febraban. Nuvem e inteligência artificial generativa também aparecem como protagonistas no orçamento, conforme o levantamento.

Software e nuvem dominam o gasto

Em 2025, os bancos brasileiros destinaram R$ 46,8 bilhões à tecnologia — R$ 30 bilhões em despesas e R$ 16,8 bilhões em investimentos. Desse volume, R$ 6,8 bilhões foram para software, R$ 5,8 bilhões para serviços de tecnologia da informação, R$ 3,9 bilhões para hardware e R$ 300 milhões para telecomunicações.

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A migração para servidores em nuvem consumiu R$ 3,9 bilhões no ano passado, enquanto o investimento em inteligência artificial atingiu R$ 826 milhões. A pesquisa indica que 56% das instituições ainda estão em fase inicial de uso de IA, o que sugere que o orçamento tende a crescer nos próximos ciclos.

Impacto direto no atendimento ao cliente

Com 78% das transações bancárias já realizadas pelo celular, os investimentos em segurança, nuvem e software afetam diretamente a estabilidade dos aplicativos, a velocidade de processamento e a proteção contra golpes. O orçamento de 2026 deve sustentar a expansão dessas plataformas e a modernização da infraestrutura de atendimento.

O crescimento de 58% no orçamento tecnológico desde 2021 acompanha a trajetória de digitalização do sistema financeiro brasileiro, que registrou alta de 12% nos gastos com tecnologia em 2025 sobre o ano anterior. A Febraban projeta que o ritmo de expansão se mantenha impulsionado pela demanda por segurança cibernética e pela adoção crescente de soluções de inteligência artificial.


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