sexta-feira, junho 26
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Economia

Dívida federal rompe R$ 9 trilhões com juros e emissão de títulos

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Estoque avançou R$ 234 bilhões entre o fim de abril e o fim de maio
  • Emissão líquida de títulos somou R$ 134,46 bilhões no mês
  • Juros incorporados à dívida responderam por cerca de R$ 100 bilhões
  • Valor ainda fica abaixo da faixa de R$ 9,7 trilhões a R$ 10,3 trilhões prevista para 2026
  • Alta mensal equivale a parcela relevante do crescimento de 12,3% registrado em 2025

A Dívida Pública Federal ultrapassou R$ 9 trilhões em maio, atingindo R$ 9,033 trilhões — alta de 2,66% em relação a abril, informou o Tesouro Nacional nesta sexta-feira (26), no Relatório Mensal da Dívida.

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O estoque saiu de R$ 8,798 trilhões em abril e avançou R$ 234,4 bilhões no mês. O crescimento foi impulsionado por dois fatores: a emissão líquida de títulos, que somou R$ 134,46 bilhões, e a apropriação de juros, que incorporou R$ 99,94 bilhões ao estoque. Mesmo quando o governo consegue rolar os vencimentos no mercado, os juros continuam ampliando o volume total da dívida.

A dívida interna cresceu 2,72% e fechou maio em R$ 8,692 trilhões. A dívida externa subiu 1,37%, para R$ 340 bilhões. Juntas, as duas pontas compõem o estoque total que o Tesouro precisa refinanciar junto a investidores.

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Estoque ainda está abaixo da meta, mas ritmo preocupa

O Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026 prevê que a dívida federal termine o ano entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. Com R$ 9,033 trilhões em maio, o estoque ainda estava abaixo dessa faixa — mas a alta de 2,66% em um único mês reduziu significativamente a distância até o limite inferior.

Para efeito de comparação, em 2025 a dívida cresceu 12,3% ao longo de todo o ano. O avanço registrado apenas em maio equivale a uma parcela expressiva daquele ritmo anual, o que indica que a trajetória de 2026 pode superar com folga o desempenho do ano anterior.

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Custo da dívida disputa espaço no Orçamento

O aumento do estoque pressiona as contas públicas porque o governo precisa pagar juros e refinanciar títulos que vencem. Quanto maior a dívida, mais espaço a despesa financeira ocupa no Orçamento da União — recursos que poderiam ir para investimentos, programas sociais e despesas obrigatórias.

Em um cenário de juros elevados, o custo de rolagem se torna ainda mais alto. O mercado observa atentamente o volume emitido pelo Tesouro, o custo dos juros e a capacidade de manter demanda pelos diferentes tipos de título — prefixados, indexados à inflação e vinculados à taxa Selic.

O próximo passo é a leitura integral do relatório do Tesouro, com dados de prazo médio, vencimentos e composição por indexador. Esses números permitem medir com precisão quanto do estoque está exposto à Selic, ao IPCA e ao câmbio — informação decisiva para avaliar a sustentabilidade da trajetória fiscal nos próximos meses.


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